O Sr. Carlos Joanino Pacheco era um bom jogador de futebol. Talvez pudesse ter sido craque. Mas ele nunca descobriria isso. Ele era funcionário do Banco do Brasil na agência de Ponta Grossa e nos anos 60 ninguém com um pouco de juízo ia deixar um emprego garantido e de prestígio no BB, que pagava bem, para ser jogador de futebol, profissão que não remunerava bem a maioria, não tinha futuro certo e além do mais, acabava cedo. Sem contar as malandragens de dirigentes e intermediários que o futebol sempre teve. Por isso ele jogou nos times amadores do Guarani e do Olinda em Ponta Grossa entre os anos de 1961 e 1963. O filho do Sr. Carlos Joanino ouviu histórias a respeito de seu pai. E pelo que ele ouviu, o velho jogava bem.

‘Meu pai era muito bom. Era rápido e jogava pelos lados do campo. Era atacante, ponta-direita. O pessoal contava as histórias de que ele jogava muito bem’, revela o filho Erielton, que veio a ser jogador de futebol e um dos ídolos do Coritiba nos anos 90 com o nome de Pachequinho. Este, sim, todos que o viram jogar garantem: foi um craque. Se o Sr. Carlos Joanino não se tornou jogador de futebol, pelo menos profissional, quatro de seus filhos foram jogadores e três chegaram ao profissionalismo E todos começaram pelo futebol de salão, saindo da Associação Atlética Banco do Brasil, em Curitiba.

“O meu pai foi transferido de Ponta Grossa para a capital. E como ele gostava de futebol, ele se envolveu com a Associação Atlética Banco do Brasil (A AABB), que ficava perto de minha casa. Eu diria que ela foi a nossa segunda casa, para mim e para os meus irmãos”, conta Pachequinho. O primeiro que seguiu carreira no futebol foi Joanino Pacheco, que atuou pelo Colorado Esporte Clube nos anos 1986 e 1987. “Meu irmão Joanino era conhecido como Pacheco. Ele era destro, jogava de meia-direita, chutava muito bem e foi da Seleção Paranaense de Juniores de 1984”, conta Pachequinho.

O ponto alto da carreira de Pacheco foi sua atuação no Campeonato Brasileiro de 1987 com a camisa do Central de Caruaru, para onde foi emprestado pelo Colorado. “Ele foi tão bem naquele ano que o Flamengo se interessou por ele, mas o Colorado não vendeu e ele voltou para Curitiba”, conta o irmão mais novo. Depois Pacheco passou pelo Esporte Clube Pinheiros, foi para o Campo Grande do Rio de Janeiro e jogou pelo Blumenau, em Santa Catarina. “Chegou uma hora que como ele jogava futebol de salão muito bem, ofereceram para ele um salário maior do que ele ganhava no futebol de campo. Então ele voltou para o futsal e largou o futebol profissional”, conta Pachequinho. Atualmente Joanino ainda está trabalhando com o futebol. Mas, agora, mais uma vez no futebol profissional e como auxiliar do técnico Nedo Xavier, do Fortaleza, no Ceará.