A carreira de Zé Roberto foi pontuada por dois tipos de situações que costumam cativar qualquer torcida: ele entrava no jogo para decidir e fazia gols antológicos. “Eu acho que o gol mais bonito que eu marquei na minha carreira foi contra o Londrina em que eu toquei de calcanhar entre as pernas do Neneca”, disse ele durante entrevista concedida na manhã do último dia 7 em Serra Negra para este repórter. “Este eu não esqueço. E o mais importante ou decisivo que fiz, foi contra o São Paulo no dia 9 de outubro de 1974, no Pacaembu”, diz. Embora o Corinthians jogasse por um empate para conquistar o primeiro turno e garantir vaga na final, o gol deu tranquilidade para o time e alegria para a torcida. Nas arquibancadas a torcida carregava as faixas: “Se Deus ouvir o povão, o Corinthians será campeão”.

No primeiro tempo, o jogo foi disputado com chances para os dois lados. O Corinthians, ao contrário das vezes anteriores, estava tranquilo, graças ao trabalho desenvolvido durante a semana pelo técnico Sylvio Pirillo. O primeiro tempo terminou empatado. Zé Roberto entrou no segundo tempo com a camisa 16, no lugar de Peri. Primeiro lance do segundo tempo foi o dele tocando a bola para Rivelino. Aos nove minutos do segundo tempo, Vaguinho sofreu falta de Diogo na ponta direita. A bola foi alçada na área para Zé Roberto, que saltou com o zagueiro Paranhos e escorou de cabeça por elevação no ângulo direito do goleiro Sergio. A bola foi morrer no fundo das redes. Era o gol da vitória que dava tranquilidade ao Corinthians para enfrentar o vencedor do segundo turno na decisão final.

Arquivo

No entanto, na final daquele ano o Corinthians ficou mais um ano na fila. “Na decisão nós jogamos mais, nosso time era melhor, atacamos bastante, mas acabamos sofrendo aquele gol do Ronaldo. O goleiro Leão pegou muita bola naquela partida. Eu não me esqueço até hoje daquela final disputada no dia 22 de dezembro”, resume ele. Eram 120 mil pagantes no estádio. Mais de 90 por cento corintianos. E, depois daquele jogo, Zé Roberto não continuou no Parque São Jorge. O curioso é que Zé Roberto se considera até hoje torcedor do São Paulo. “Foi o time que me revelou e aprendi a gostar do São Paulo”, diz ele. Mas seu pai Jerônimo, que foi um habilidoso ponteiro-direito, era corintiano. “Eu não vi o meu pai jogar, mas dizem que ele era muito bom”, diz Zé Roberto. Ainda assim ele lembra a linha do Corinthians dos anos 40 que tinha seu pai: “Jerônimo, Eduardinho, Servilio, Milani e Hércules”.

Elogio

Em entrevista dada em 2009, Zé Roberto elogiou Evangelino da Costa Neves: “Sem desrespeitar outros, mas o Chinês foi o maior presidente que o Coritiba já teve”.

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