O Brasil comemora neste ano o cinqüentenário do uso do flúor no abastecimento público de água como forma de prevenir a cárie. O procedimento foi utilizado pela primeira vez no País em 1953, na cidade de Baixo Guandu, no Espírito Santo, e se tornou obrigatório a partir de 1975, quando o uso da fluoretação em todas as estações de tratamento de água foi regulamentado pelo Decreto 76.872. A fluoretação da água que abastece as cidades brasileiras é permanentemente fiscalizada por especialistas. As concentrações de flúor variam de região para região e a temperatura média influi na diluição do produto na água, mas a quantidade considerada ideal oscila entre 0,70 e 1,0 ppm (parte por milhão). Acima disso, a concentração de flúor pode provocar fluorose dental, uma anomalia que afeta o processo de mineralização do dente em crianças de 0 a 6 anos. O flúor foi utilizado pela primeira vez para prevenção da cárie em Grand Rapids, nos Estados Unidos, em 1945. De lá para cá, a adoção da fluoretação da água em todas as regiões do mundo tem sido recomendada pelas organizações internacionais de saúde. No Brasil, dados do Ministério da Saúde comprovam que entre 1986 e 1996, quando o índice de abastecimento com água fluoretada era de 42%, a queda da prevalência da cárie entre crianças de até 12 anos de idade foi de 53%. Em 2003, o percentual de pessoas atendidas com água fluorada está próximo de 60%. (ABR)