O ano de 2012 está muito próximo: embora ainda vá demorar um pouco a chegar, o filme-catástrofe dirigido por Roland Emmerich (de “O dia depois de amanhã”), que mostra o fim da Terra será lançado no dia 13 de novembro no Brasil. O filme se passa em 2012, embora pudesse acontecer em qualquer outro, já que os eventos mostrados não têm relação direta com o ano, que simplesmente é o momento em que a Terra começa a liberar terremotos e “cuspir” fogo.

Porém, o ano de 2012 é um gancho promocional enorme para o filme, já que vários meios já divulgaram que o calendário Maia prevê o fim do mundo no dia 20 de dezembro de 2012. Como já foi mostrado nesta notícia, a civilização Maia tem vários calendários, e acreditam que neste dia o mundo entrará em um novo ciclo – como o ano novo tradicional, o que não representa o fim do mundo como ele existe.

 

 

Mesmo assim, a fama do ano como o “fim do mundo” levou à publicação de vários livros de autores pintando um cenário catastrófico para o ano. Enquanto estes autores desenham o cenário do dia do juízo final, outros enxergam o ano como uma nova era de harmonia global — como dizia-se que iria acontecer em 1987.

O povo Maia mostrou irritação com a forma que a sua cultura foi colocada dentro da cultura pop e na promoção Hollywoodiana do filme – cujo pôster traz a frase “Os Maias nos avisaram”. John Major Jenkins, estudioso da cultura Maia e autor de “The 2012 Story” (“A história de 2012”, em tradução livre, sem edição em português), afirma que as afirmações sobre o suposto fim do mundo começaram a surgir quando a imprensa e livros passaram a afirmar isso, levando o assunto sobre 2012 em “direções estranhas”.

Mística atraente

Uma das questões levantadas pela escolha do calendário Maia para “anunciar” o fim do mundo é: por que este povo? Pessoas adeptas a práticas da New Age, que conta com espiritualidade e muitas superstições, abraçaram a cultura Maia porque ela se encaixa perfeitamente com as suas idéias da sabedoria da antiguidade. Adeptos da New Age acham que povos antigos como os Maias e os egípcios eram muito mais avançados do que se acredita – por isso, a ideia de que, de algum modo os Maias sabiam quando seria o fim do mundo é muito atraente.

Além da fama trazida pelo fim do mundo Maia, outras brincadeiras se tornaram famosas. Um delas afirma que um planeta chamado Nibiru – que não existe – teria sido descoberto pelos Sumérios e iria se chocar contra a Terra em 2012, causando enorme destruição e uma reversão dos pólos geomagnéticos do planeta.

A Nasa, agência estadunidense de exploração espacial, foi acusada de esconder a existência de Nibiru para prevenir o pânico da população mundial. Entre a harmonização de 1987, bug do milênio e fim do mundo em 2012, os fins do mundo vão passando, mas as teorias conspiratórias nunca acabam.

Fonte: A verdade por trás do “fim do mundo” em 2012