celula170205.jpgPesquisadores de Boston conseguiram isolar um tipo de célula da medula óssea que parece ter potencialidade médica e capacidade análoga à das células embrionárias. O estudo conduzido na Tufts University foi recebido com interesse pela comunidade científica americana.

Vários pesquisadores frisaram, no entanto, que ainda é muito cedo para considerar a descoberta uma alternativa válida à polêmica pesquisa com células embrionárias.

Utilizando uma tecnologia especial para a seleção das células, os pesquisadores escolheram algumas provenientes da medula óssea de três doadores diferentes. O experimento realizado em Boston demonstrou a capacidade dessas células de se transformarem em muitos ou possivelmente em todos os tipos de células do corpo humano, como ocorre com as chamadas células-mãe.

Os pesquisadores da Tufts University publicaram os resultados de sua pesquisa no "Journal of Clinical Investigation". Nessa publicação eles assinalaram que injetaram as células da medula em ratos que haviam sofrido ataques cardíacos. As células se transformaram então em novos vasos sanguíneos e em um novo músculo cardíaco.

O procedimento fez com que os ratos tivesse o dobro de irrigação sanguínea no coração em relação a outro grupo da mesma espécie utilizado como controle.

Outros experimentos de laboratório realizados em Boston, segundo publicou o jornal "The Wshington Post", demonstraram que as células da medula podem se transformar também em células nervosas.

"Acredito que as células-mãe embrionárias estão destinadas a desaparecer no espelho retrovisor em relação às células-mãe adultas", disse Douglas Losorde, cardiologista da Tufts University que conduziu a pesquisa.

James Battey, chefe do programa sobre células-mãe do National Institutes of Health, definiu a pesquisa como um "ótimo trabalho", mas advertiu que é muito cedo para pensar em abandonar as pesquisas com células-mãe embrionárias.