Cientistas britânicos encontraram uma pinça fossilizada, parte de uma antiga espécie de escorpião marinho, grande o bastante para transformar a criatura no maior inseto da história. Pelos cálculos dos cientistas, esse escorpião marinho pré-histórico descoberto em uma camada de rocha datada em 390 milhões de anos teria 2,5 metros de comprimento.

A descoberta sugere que as aranhas, os insetos, os caranguejos e criaturas similares da época eram muito maiores do que se imaginava, disse Simon Braddy, um paleontólogo da Universidade de Bristol e um dos três autores do estudo.

"É uma descoberta fascinante", disse ele. "Já sabíamos havia algum tempo que encontraríamos milípedes monstruosos, escorpiões gigantes, baratas colossais e libélulas enormes. Mas não havíamos percebido até agora quão enormes eram esses seres ancestrais", admitiu.

O estudo, publicado na publicação especializada Biology Letters, da Sociedade Real de Ciências, em Londres, também sugere que a espécie analisada chegou a ser, antes da extinção, maior em comprimento do que um homem médio atual.

"Esses de dois metros e meio foram os últimos dos escorpiões gigantes", disse o professor Jeorg W. Schneider, um paleontólogo da Academia de Mineração de Freiberg, no sudeste da Alemanha. Ele não participou do estudo, mas recebeu com satisfação as novas informações.

"Esses escorpiões foram dominantes por milhões de anos porque não possuíam predadores naturais. Mais tarde eles seriam comidos por peixes maiores dotados de presas", explicou.