Foto: João de Noronha/O Estado

Francisco de Oliveira: ?A mobilidade e acesso a informações a distância são tendências muito fortes no país?.

Convergência, esta é a palavra da moda quando o assunto é telefonia celular. Primeiro foram os aparelhos capazes de mandar mensagens de texto, mais recentemente, a febre eram os telefones com câmeras fotográficas, filmadoras e que tocam música. Mas o carro-chefe das operadoras e dos fabricantes de celulares, neste ano, são os ?smartphones?, uma nova geração de telefones celulares que ganha cada vez mais espaço e promete revolucionar o mercado.

Verdadeiros computadores em miniatura, além de todos os serviços citados acima, os ?smartphones? permitem que seus usuários tenham praticamente todas as facilidades de conectividade existentes em um escritório. Acessar e-mails corporativos ou pessoais, visualizar arquivos anexados sejam eles textos, planilhas ou apresentações, navegar na internet e ainda ter a possibilidade de instalação de programas desenvolvidos exclusivamente para eles, são algumas das características desses ?aparelhinhos?, que chegaram para facilitar o dia-a-dia de profissionais em diferentes áreas.

Para o diretor regional da Claro no Paraná e em Santa Catarina, Francisco de Oliveira, a conectividade móvel já é uma realidade crescente no Brasil. ?As facilidades da mobilidade e acesso a informações à distância são tendências muito fortes no país. Com a chegada dos ?smartphones?, os usuários do serviço móvel pessoal já estão usufruindo de benefícios como acesso a e-mails e transmissão de dados?, afirma o diretor. Para ele, o benefício que os ?smartphones? trarão à internet é comparável ao que o celular trouxe à telefonia. ?É a internet de bolso, acessível em qualquer local e ocasião?, explica.

Disponibilizados, inicialmente para clientes corporativos, os supercelulares já estão caindo no gosto dos usuários individuais, principalmente profissionais liberais. ?Há profissionais que pouco ficam parados em um escritório, por exemplo. Gente que está sempre viajando, que passa o dia visitando clientes e que, ao mesmo tempo, precisa estar conectado. Para esse pessoal, o serviço torna-se indispensável?, acredita Oliveira.

Com preço médio aproximado de R$ 1 mil e assinatura de um plano de acesso ilimitado por pouco mais de R$ 100 (há planos corporativos em que o aparelho sai por preço de, até, R$ 99), os ?smartphones? vão ganhando uma clientela cativa e, em alguns casos, até substituindo os notebooks, computadores pessoais portáteis. ?A interface de um computador ainda é melhor de se trabalhar do que em um celular, mas, em pouco tempo o celular deverá substituir completamente os laptops, por ser bem mais barato, oferecer praticamente os mesmos serviços e, principalmente, por caber no bolso?, prevê o diretor da Claro.

Um ?smartphone? completo, hoje, já disponibiliza acesso ao Windows Móbile, plataforma da Microsoft desenvolvida especialmente para aparelhos tipo PDA (Personal Digital Assistant, ou Assistente Pessoal Digital), sendo capaz de visualizar e editar arquivos do MS Office, como textos do Word, planilhas do Excel e até apresentações de Power Point, além de possuir um navegador de internet capaz de acessar qualquer página da web, enviar e receber e-mails e, também, utilizar programas de bate-papo como o MSN.

18,9 milhões de equipamentos foram vendidos

O mercado de ?smartphones? registrou crescimento de 55% no segundo trimestre do ano, atingindo a marca de 18,9 milhões de equipamentos vendidos, aponta pesquisa conduzida pela Consultoria Canalys. De acordo com o levantamento, a Nokia foi a líder de mercado, com 9 milhões de ?smartphones? comercializados e 47,7% de participação. A companhia apresentou alta de 34,9% nas vendas sobre 2005.

Em um distante segundo lugar aparece a Motorola, com 1,5 milhão de equipamentos vendidos e 8,4% do mercado, à frente da RIM, que registrou 1,18 milhão de equipamentos e 6,2% do mercado. A Sharp e a Palm aparecem em seguida, com 6,1% e 6,0% de participação, respectivamente. Outros fabricantes – como HP, Dell, entre os demais – detêm, somados, 25,6% do mercado, e foram responsáveis pela comercialização de 4,8 milhões de ?smartphones?.

As previsões dos analistas de mercado são ainda mais otimistas: o Gartner (companhia que se dedica à análise e pesquisa de assuntos relacionados com as tecnologias da informação) acredita que as vendas de ?smartphones? neste ano atingirão 87 milhões de unidades e, em 2008, representarão um quinto (cerca de 200 milhões) dos celulares vendidos no mundo. Já o Yankee Group estima que em 2009 serão vendidos 300 milhões de telefones inteligentes.