A segunda geração experimental de drogas anti-obesidade e diabetes tem se mostrado promissora na redução do peso corporal em roedores, tão eficaz quanto sua predecessora, mas dessa vez evitando o risco de efeitos colaterais psiquiátricos que levaram à retirada da antiga droga do mercado e a interrupção de fabricação de outros medicamentos do tipo.

A nova droga foi desenvolvida para atuar seletivamente em tecidos periféricos e órgãos, diferente da primeira geração, que também afetava significativamente o cérebro.

A falta de exposição significativa no cérebro confirmada nos experimentos pré-clínicos prev que essa droga pode ter uma abordagem segura e eficaz para tratar a obesidade e doenças relacionadas. É a primeira droga do tipo testada em seres humanos e os resultados indicam que seu desenvolvimento como um novo tratamento potencial deve ser acelerado.

No experimento com camundongos e ratos, eles chegaram a perder de 22 a 26% e 14%, respectivamente, dos seus pesos iniciais. Outros estudos em animais forneceram provas substanciais de que a droga tem uma propensão sensivelmente inferior do que a anterior de atravessar a barreira hemato-encefálica. Estes estudos incluíram a análise de tecido cerebral, testes comportamentais e outros para demonstrar como a droga era distribuída no corpo.

No estudo com humanos, os pesquisadores relataram que na fase um do estudo clínico, com 48 adultos saudáveis de peso normal, a droga foi bem tolerada, mesmo em altas doses, com sete dos voluntários experimentando breves e suaves efeitos colaterais, tais como desconforto abdominal, náuseas e diarréia. Com base nestes resultados, o desenvolvimento da droga deve continuar.

Fonte:Nova droga experimental anti-obesidade evita efeitos colaterais