Poucos aficionados pelo automobilismo se lembram que a Fórmula 1 é um grande poluidor do ar. E a maior surpresa é que o problema não está propriamente nos motores dos carros (que representam 1% da poluição produzida pela fórmula 1), mesmo que estes consumam bastante combustível e atinjam mais de 300 km/h. O que realmente polui são outros itens que as equipes compram, tais como os carros que transportam equipamentos e pessoas de um lugar para outro, a eletricidade (que na Europa é produzida majoritariamente por queima de carvão, um assassino do ar) e até túneis de vento.

Pensando nisso, os organizadores do circuito automobilístico querem reduzir pelo menos 15% de suas emissões de carbono nos próximos 3 anos. Para isso, eles pretendem atacar o problema em todas as frentes: remodelar os motores para torná-los menos agressivos ao meio ambiente, assim como procurar energias mais limpas para os demais procedimentos.

Os defensores das medidas afirmam que as aplicações nos carros de corrida podem ajudar os carros de passeio, no futuro, a reduzir também suas emissões, porque os carros de fórmula 1 tentam inovações no campo tecnológico. Além disso, eles pretendem reduzir as emissões com a simples medida de mexer no calendário das corridas. Como a fórmula 1 fica viajando ao redor do mundo, pulando de um lugar a outro a cada duas semanas, cabe aos organizadores encurtar as distâncias, o que representaria uma economia gigantesca na emissão de carbono; tão grande que torna a emissão dos motores dos carros, em si, quase insignificante.