Cientistas britânicos criaram o primeiro ímã de plástico com utilidades práticas, que funciona à temperatura ambiente e terá aplicações para a computação e a medicina avançada. A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Durham (norte da Inglaterra) e publicada na revista New Scientist. No passado, os ímãs eram sempre metálicos. No entanto, em 2001 um grupo de químicos da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos, criou o primeiro ímã plástico, que só funcionava, porém, a baixíssimas temperaturas, o que o tornava inútil para situações práticas. O novo ímã criado pelos cientistas britânicos é composto por materiais orgânicos eletroativos, e é o primeiro do mundo a funcionar à temperatura ambiente. Além disso, é um polímero – uma cadeia de moléculas – composto por dois elementos (PANi e TCNQ) que têm propriedades elétricas incomuns. O magnetismo normalmente é gerado como resultado do movimento de elétrons alinhados e a versão plástica foi obtida de maneira semelhante, ao alinhar partículas carregadas com elétrons chamados radicais livres. Naveed Zaidi, diretor de pesquisa em Durham, afirmou que o novo produto será utilizado para proteger discos rígidos de computadores, o que poderá fazer surgir uma nova geração de discos de alta capacidade.