São Paulo (Agência Fapesp) – Indústria e instituições de pesquisa uniram forças para o aperfeiçoamento de catalisadores. Assinado no fim de 2006, começa a vigorar este mês um convênio de três anos entre a Petrobras, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Capazes de realizar rapidamente reações químicas que a natureza demora séculos para produzir, os catalisadores são indispensáveis para o refino de petróleo. Melhorar sua eficiência não é tarefa simples, mas pode significar, para a indústria petrolífera, grande economia de tempo e dinheiro. As refinarias brasileiras consomem 28 mil toneladas de catalisadores por ano.

De acordo com Daniela Zanchet, pesquisadora do LNLS, o projeto faz parte da Rede de Materiais Aplicados ao Refino de Petróleo, uma das redes temáticas de pesquisa da Petrobras. ?O projeto consiste na implementação de infra-estrutura para a caracterização avançada de materiais por tecnologia de luz síncrotron e microscopia eletrônica?, disse.

Daniela explica que a tecnologia síncrotron permite a observação da estrutura atômica do material, para que se entenda com precisão o que ocorre com as partículas durante a reação. A caracterização do catalisador permite o aperfeiçoamento do produto, tornando-o ao mesmo tempo ativo e estável.

?Há catalisadores formados por óxido de ferro, com partículas com cerca de 50 nanômetros. Com a tecnologia do laboratório podemos descrever o que se passa em nível atômico e entender se há crescimento da partícula, se há outros elementos misturados ou se o material perdeu a atividade catalítica, por exemplo?, disse a pesquisadora.