São Paulo (AE) – Em Jornada nas Estrelas, o capitão Kirk entra no teletransporte para ter seu corpo convertido em radiação e, depois, reconvertido em matéria em algum ponto distante, geralmente a superfície de um planeta desconhecido. Embora as chances de se fazer isso com um ser humano continuem remotas, cientistas anunciam ter realizado a operação oposta: a conversão de radiação em matéria – e em radiação, de novo. O processo pode parecer menos vantajoso que o aplicado pelos engenheiros da nave espacial Enterprise: radiação, afinal, viaja à velocidade da luz, enquanto que a ?onda de matéria? criada pelos pesquisadores da Universidade Harvard e descrita na edição desta semana da revista Nature desloca-se a modestos 200 metros (0,2 quilômetro) por hora. Mas se o objetivo não for transporte, e sim manipulação e armazenamento, a nova técnica revela diversas utilidades: é bem mais fácil manter um pedaço de matéria quieto dentro de um armário que um raio de luz.