A Siemens Enterprise Communications anunciou nesta quarta-feira (2) o início da fabricação de terminais IP em sua fábrica em Curitiba, no Paraná. A linha de produção entrou em plena operação nesta semana. Estão sendo produzidos cinco novos modelos de terminais IP, sendo três da família OpenStage e dois novos OptiPoints, além de quatro modelos complementares da linha digital. Os investimentos em contratação de pessoal ? 100 funcionários diretos e geração de outros 100 empregos indiretos ?, aquisição de equipamentos, modernização da planta e ampliação de layout foram da ordem de US$ 5 milhões.

Com o objetivo de triplicar a venda de terminais IP no Brasil e ampliar a presença na América Latina, a companhia decidiu produzir esse tipo de equipamento em território nacional. Agilidade na entrega das soluções, suporte técnico e desenvolvimento local são os benefícios que contribuirão para que tal meta seja alcançada. Com a fabricação em Curitiba, os custos dos terminais devem cair sensivelmente, eliminando uma das principais barreiras para a adoção da tecnologia VoIP pelas empresas.

Segundo Armando Alvarenga de Souza, CEO da Siemens Enterprise Communications Brasil, com a nacionalização dos terminais IP, os preços praticados pela companhia devem reduzir, em média, 30%. ?Por meio da produção local, viabilizaremos modelos por até metade do preço dos aparelhos comercializados atualmente no mercado. Com isso, contribuiremos para elevar o patamar de adoção de telefonia IP no País para níveis superiores ao atual?, conclui Souza.

Participação de mercado e exportação

Segundo relatório publicado (base 2006) pela consultoria internacional Frost & Sullivan sobre o mercado latino-americano de telefonia, a Siemens Enterprise Communications é lider no segmento de telefonia para empresas com 23,3% de market share na América Latina e 43,2% no Brasil. Na avaliação de Humberto Cagno, CEO da Siemens Enterprise Communications para América Latina, a tendência é ampliar essa participação. A fábrica de Curitiba vai atender a demanda do Brasil e de outros países da América Latina como Argentina, Chile e México, além da região Andina e América Central.

Para Cagno, a produção também pode ser rapidamente ampliada, caso seja necessário. ?Por meio da fabricação no Brasil, a exportação para os países da América Latina ganha um incremento significativo na competitividade. Nossa meta é atingir a marca de comercialização de 150 mil terminais por ano em toda a região?, comentou. O volume exportado deve representar aproximadamente 40% da produção. O executivo ainda acrescentou que o mercado latino-americano tem uma enorme importância na geração de volume para a fábrica de Curitiba e conseqüente ganho e escala, proporcionando assim uma redução de custos no preço final do terminal.