O Google divulgou detalhes sobre o lançamento do Chrome OS, sistema operacional da empresa que deve ser lançado até o fim de 2010. Com grande foco na velocidade dos processos do sistema, o Chrome OS promete iniciar as máquinas em menos de sete segundos: “Queremos que o Chrome OS seja absurdamente rápido, que seja ligado como uma televisão”, afirma Sundar Pichai, vice-presidente de produtos da empresa.

Os primeiros computadores com o sistema operacional serão lançados em 2010, e ele não ficará disponível para instalações a partir de downloads. De acordo com a empresa, o Chrome OS só irá rodar em computadores com o hardware de empresas com que o Google tiver parcerias.

Inicialmente, os computadores lançados com o sistema serão os netbooks – pequenos laptops -, porém com telas e teclados menores que notebooks comuns, além de não carregarem hard drives (HDs) convencionais.

A empresa afirma que as máquinas contarão com uma memória na internet para carregamento de todos os dados. O sistema também terá todas as suas aplicações via internet, o que significa que os usuários não terão que instalar aplicativos, realizar atualizações nem fazer backups de seus documentos.

O Google também afirma que os usuários do novo sistema não terão que se preocupar com programas anti-vírus. O Chrome OS foi disponibilizado em código aberto, como o Linux, para que possa ser desenvolvido com a ajuda online de pessoas que não trabalham na empresa.

A empresa ainda não tem previsão de custo para os primeiros netbooks produzidos com o novo sistema operacional, mas afirma que o preço não deve passar o dos netbooks produzidos atualmente, que custam de 300 a 400 dólares (aproximadamente 520 a quase 700 reais).

Prós e contras

Nós testamos o Chrome OS, fazendo download deste arquivo que corresponde a um HD do VMWare (máquina virtual). A área de trabalho do Chrome OS parece ser basicamente o navegador do Google, também chamado de Chrome.

Não tem nada haver com o Windows que conhecemos. A manobra da empresa é feita justamente para que o sistema seja baseado mais na experiência de navegação da internet do que na própria máquina.

Além disso, a ideia faz com que a experiência online seja maior, fazendo com que o serviço de buscas na internet lucre cada vez mais – em 2008, o negócio rendeu cerca de 22 bilhões de dólares – cerca de 38 bilhões de reais.

Entretanto, o novo sistema operacional pode ter seus problemas: “Se o consumidor olhar para o sistema com uma perspectiva tradicional, ele ficará decepcionado” (como nós ficamos), afirma o analista Ray Valdes.

De acordo com ele, isso ocorre porque o sistema terá poucas opções de compatibilidade com softwares tradicionais, além de ter poucas partes que funcionam offline (não encontramos nenhuma).

Contra esta crítica, o Google afirma que o Chrome OS terá funcionamento offline em alguns aspectos, mas que o produto foi pensado primordialmente para funcionar com conexão de internet.

Além disso, a empresa afirma que uma das vantagens do armazenamento online é que, se a pessoa perder sua máquina, ela poderá trocar de computador e recuperar seus documentos.

Veredito

Houve um certo de sentimento de desolação ao user o Chrome OS aqui na edição, pois ele é basicamente um navegador de internet. É um sistema operacional lacônico com pouquíssimas alternativas de funcionamento caso você não tenha uma conexão da internet.

Pode ser uma opção viável para os netbooks, que também são máquinas pequenas e geralmente sem HD. Mas a questão da portabilidade implica que nem sempre haverá uma conexão de internet disponível.