O sistema de estrelas que avalia a estrutura dos hotéis em todo o território brasileiro sofreu alterações no mês passado. De acordo com a nova avaliação proposta pela Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) e pela Associação Brasileira de Indústria de Hotéis (Abih), as estrelas são cotadas de uma a cinco, conforme o padrão de serviços oferecidos. Existe ainda uma sexta estrela, que foi criada somente para os hotéis considerados “superluxo”.

Segundo Ion Gaertner Júnior, coordenador técnico da Embratur no Paraná, o novo sistema avalia em média 270 itens que envolvem a estrutura e os serviços oferecidos pelos hotéis. Gaertner explica que apenas três órgãos certificadores são credenciados pelo Inmetro e autorizados pela Embratur e Abih para cotar as estrelas em hotéis de qualquer região do País – o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a União Certificadora da Indústria Eletroeletrônica (Uciee).

Por ser um sistema de normas recente, poucos dos 1,6 mil hotéis filiados à Abih já foram ou estão sendo avaliados. “Não há obrigatoriedade de classificação. Cabe aos empresários procurarem voluntariamente os órgãos responsáveis para que seus estabelecimentos sejam avaliados e recebam as estrelas”, afirma o coordenador.

Gaertner diz que o número de estrelas é um referencial ao consumidor. “Para concorrer num mercado que está cada vez mais competitivo, os proprietários de hotéis precisam mostrar aos clientes que seus serviços são de qualidade. A maneira mais fácil e visível de demonstrar ao público é por meio das estrelas”, justifica.

Para Marco Antônio de Andrade, diretor da Prodeg – Produtividade e Desenvolvimento Integrado – empresa da área de consultoria da qualidade, as exigências para a certificação de estrelas são equivalentes às exigências da ISO. Andrade acredita que uma certificação pode facilitar a outra. O trabalho começa com um diagnóstico prévio para levantar a situação do hotel e definir um planejamento adequado aos objetivos do empresário, esclarece Andrade. “Após a fase de reestruturação e treinamento de todos os funcionários, a empresa fica capacitada para concorrer com força no mercado. Além disso, há garantia de ganhos internos e externos, como redução e racionalização de custos, por exemplo”, explica o diretor.

Com matriz em Curitiba (PR) e unidades em São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), a Prodeg já está prestando atendimento a alguns hotéis espalhados pelo Brasil.