Para quem quer fugir do clima de metrópole das grandes capitais nordestinas mas, ao mesmo tempo, quer curtir paraísos naturais com as características peculiares daquela região e ainda contar com infraestrutura turística, uma alternativa é João Pessoa. Terceira cidade mais antiga do País – fundada em 1585 – a capital paraibana é uma das mais tranquilas do Nordeste e também reconhecida como uma das mais arborizadas do mundo.

A cidade está cheia de árvores frutíferas, gramados e jardins. No centro, se encontra a Lagoa do Parque Solon de Lucena, como um eixo de onde partem as principais avenidas. O mais conhecido cartão-postal é cercado de palmeiras imperiais e de árvores frondosas.

Três “bolsões verdes” garantem uma ótima qualidade do ar à cidade: a Mata do Buraquinho, onde se localiza o Jardim Botânico, é a maior reserva de mata atlântica em área urbana do País. São 515 hectares área verde, onde é possível fazer várias trilhas e estão o Mata do Amém e o Parque Zoológico Arruda Câmara, mais conhecido como Bica.

Encontro com o mar

Sec.Exec.Turismo de João Pessoa
História é circundada pela natureza no bairro da Cidade Baixa, um dos mais turísticos da capital.

A cidade, que nasceu às margens do Rio Sanhauá, cresceu em direção ao mar. As belas praias também são uma marca de João Pessoa. Dona de um litoral privilegiado, a cidade tem cerca de 30 quilômetros de praias, com uma balneabilidade invejável, mar tranquilo e muitas quase intocadas.

Fica na Ponta do Seixas o Ponto Extremo Oriental das Américas, um dos marcos geográficos mais importantes do Brasil e do mundo, lugar onde sol nasce primeiro no continente americano. Durante todo o ano, a temperatura, em torno de 28 graus, é um convite ao lazer e ao descanso nas águas sempre azuis de praias, como Tambaú, Manaíra, Bessa, Cabo Branco e toda a Costa do Sol.

Além das belezas naturais existentes na capital, a região metropolitana também concentra pontos de visitação. A 18 quilômetros de João Pessoa, na cidade portuária de Cabedelo, fica a Fortaleza de Santa Catarina, monumento histórico de grande valor e um marco da resistência paraibana contra as invasões dos franceses e holandeses nos tempos coloniais. Seus canhões apontados para o mar são sentinelas de um passado glorioso que o presente ajuda a preservar.

Pôr-do-sol ao som do Bolero de Ravel

Sec.Exec.Turismo de João Pessoa
A Capela da Ordem Terceira do Carmo representa a força da religiosidade.

Também em Cabedelo, está a praia fluvial do Jacaré. O local é cenário de um espetáculo que já se tornou famoso na Paraíba: um pôr-do-sol sem igual, que tem como fundo musical o Bolero de Ravel, executado por músicos em saxofone e violino. Claro que é um programa bem turístico, mas que todo mundo quer conhecer e, muitos, repetir. As pequenas ilhas de Stuart, Restinga, Tiriri e Andorinhas completam o cenário exótico que inclui vastos mangues, livres de depredação humana e com uma variada fauna.

A Praia de Tambaba é conhecida internacionalmente como um dos santuários do naturismo. Situada no município do Conde, distante 35 quilômetros de João Pessoa, Tambaba é um paraíso ecológico, rústico e de grande beleza com seus labirintos formados por fal&eacut,e;sias multicoloridas. O acesso a Tambaba é simples. A rodovia estadual PB-008 liga a capital à praia em apenas 30 minutos. Outro ponto de interesse histórico é a várzea do Rio Paraíba nas cidades de Santa Rita, Bayeux e João Pessoa. Várias capelas antigas e ruínas de fortes coloniais podem ser encontradas em meio a uma paisagem de muito verde. Um passeio pela foz do Sanhauá remete a tempos bem distantes, com seus casarios e os campanários das dezenas de igrejas. Agências de turismo oferecem essa programação em seus pacotes.

Barroco

Cácio Murilo
O sol nasce primeiro na Ponta do Seixas, o Ponto Extremo Oriental das Américas.

João Pessoa possui um vasto acervo arquitetônico formado, principalmente, de construções barrocas. A presença das ordens religiosas e o rápido enriquecimento dos barões do açúcar e do algodão deram à cidade monumentos que ainda hoje impressionam pelo vigor e pela beleza de suas construções. A religiosidade dos seus colonizadores brindou a capital paraibana com o conjunto de São Francisco, Mosteiro de São Bento, a Igreja da Guia e a Capela da Ordem Terceira do Carmo. O conjunto arquitetônico de São Francisco, formado pelo Convento de Santo Antônio e pela Igreja de São Francisco, situados na parte alta da cidade foi concluído em 1770 e é o maior destaque da nossa história. A obra causa impacto pela sua grandiosidade e pela beleza do acabamento, que inclui talhas em madeira recobertas de ouro e ricas cantarias em pedra com motivos portugueses e orientais, influência da colonização portuguesa na China.

A beleza do conjunto barroco atrai visitantes de várias partes do mundo pela delicadeza dos azulejos que formam os painéis frontais que retratam a paixão de Cristo. Totalmente recuperado, o conjunto de São Francisco foi transformado em centro cultural, um espaço aberto a oficinas e exposições, além do seu acervo barroco.