Mariah no último dia de trabalho:
camiseta suja com chocolate
?denuncia? o ?trote? dos colegas.

A World Study estará promovendo, dia 26, em Curitiba, a feira do Foxwoods Casino Resort, o maior hotel-cassino do mundo. Na ocasião, serão selecionados estudantes universitários interessados em trabalhar no hotel nos Estados Unidos, com embarque previsto para dezembro. Mais de 150 intercambistas brasileiros já trabalharam neste cassino em 2003 e 2004, entre eles muitos curitibanos.

O Foxwoods está localizado em Connecticut, estado vizinho de Nova York e Boston, uma das regiões mais ricas dos Estados Unidos. Tem mais de doze mil funcionários e uma estrutura impressionante, com diversas atividades de lazer e entretenimento de alto nível, acomodações hoteleiras, dezenas de restaurantes, spa, campos de golfe, slot machines, lojas e uma das maiores estruturas para jogos de categoria internacional do mundo. O Foxwoods é bastante conhecido por suas atrações como shows de artistas como Cher, Sarah Brightman, Paul Simon, Bob Dylan, entre outros. E também pelos eventos esportivos internacionais que promove, como lutas de boxe, inclusive a luta de Acelino “Popó” de Freitas, em que sofreu uma derrota por nocaute técnico no décimo assalto para o norte-americano Diego Corrales. A luta aconteceu em agosto no Foxwoods, mesmo lugar onde em janeiro deste ano Popó havia conquistado o título mundial dos leves.

Requisitos

Para participar da Casino Fair em Curitiba é necessário estar matriculado no True – Trabalho Remunerado para Universitários no Exterior, programa oferecido pela World Study – Intercâmbio Cultural, ser universitário de graduação ou pós, com idade entre 18 e 28 anos, e ter nível intermediário, ou pelo menos básico, de inglês. Durante a feira, o aluno terá a oportunidade de conversar diretamente com os empregadores da rede de cassinos, que estarão selecionando os candidatos às funções, em geral, compatíveis com o nível de inglês e com o perfil de cada um. Os salários variam entre US$ 6 a 9 por hora, o que dá uma média de US$ 800 a US$ 1,6 mil por mês. Antes da viagem, os alunos receberão um contrato da empresa, especificando a função, salário, gastos de acomodação e período de trabalho.

Serviço

– A Hotel-Casino Fair – Feira do Foxwoods Casino Resort – acontece no dia 26, na World Study, situada no Edifício Batel Office Tower, na Avenida Sete de Setembro, 4698. Mais informações: (41) 342-1222.

Curitibana viveu a experiência e quer repetir

Mariah Pilotto, estudante de Relações Internacionais, foi uma das universitárias curitibanas que vivenciaram a experiência de trabalhar no Foxwoods Casino Resort, em Connecticut. Para se candidatar a uma vaga, participou da feira, em Mogi das Cruzes (SP), já que o evento não era realizado aqui. Lá fez contato com os empregadores e a entrevista. Já em Curitiba, se inscreveu na World Study e, no mesmo dia, foi para São Paulo, rumo aos Estados Unidos.

Como estava cursando Nutrição na época, Mariah optou por trabalhar como auxiliar de cozinha no restaurante do cassino. “Eu queria conhecer como funcionava a cozinha deles”, diz. Trabalhou de dezembro do ano passado até abril deste ano, cinco dias por semana, oito horas por dia, ganhando US$ 9 por hora.

Lá morou em um apartamento alugado com mais seis jovens brasileiras. “Tínhamos a opção de ficar em um hotel, mas preferimos alugar um apartamento para tentar nos virar mesmo”, conta ela. Como tinha inglês fluente – ela já é formada em uma escola em Curitiba – Mariah disse não ter tido dificuldade em se comunicar no trabalho, mesmo tendo como barreira o desconhecimento sobre certos temperos e ingredientes. “No começo, eu ficava mais quietinha e tive que explicar para eles que não sabia muito cozinhar, mas, aos poucos, fui aprendendo – foi rápido até”, comenta. “Na última semana que estava lá até as pessoas comentavam como eu tinha mudado, estava bem mais falante, brincava com todo mundo.”

Evolução

Os quatro meses de trabalho nos Estados Unidos renderam a Mariah um belo upgrade no seu nível de inglês. Para testar o quanto tinha evoluído, voltou para as aulas de inglês, fazendo o último semestre para se submeter ao Toefl, que é um dos testes reconhecidos e exigidos nos Estados Unidos para estrangeiros.

“Na escrita não melhorei tanto porque não escrevia lá (EUA), mas consegui melhorar bastante tanto no entendimento quanto na conversação”, diz.

Ela incentiva as pessoas que pretendem ter a experiência de trabalhar no Foxwoods: “Tem que ir, mesmo que o inglês não seja bom, pois se não conseguir melhorar o inglês, pelo menos, vai ter uma experiência importante, vai crescer bastante”, afirma.

Para Mariah, a saudade dos familiares e amigos é o único fator ruim. “Passei Natal, Ano Novo e o aniversário da minha mãe lá, foi triste, mas hoje vejo que valeu muito a pena”, diz.

O crescimento pessoal e o avanço no aprendizado do inglês não foram as únicas conquistas com a viagem. Mariah teve a oportunidade de conhecer outras três cidades – Nova York, Washington e Boston – e ainda voltou com um pouco do dinheiro que ganhou, trabalhando como auxiliar de cozinha.

São tantos os bons motivos, que a universitária diz que pretende repetir a dose. porém, trabalhando em outra atividade e vivendo em outra cidade, também na terra do Tio Sam. (Danielle de Sisti)