É impossível dissociar o destino Foz do Iguaçu de seu ícone maior: as Cataratas. O que poucos sabem é que em torno delas, na região da tríplice fronteira, existe uma das maiores concentrações de espécies de aves do planeta, tão raras quanto exóticas.

A expressão birdwatching quer dizer “observação de pássaros” e foi cunhada na Inglaterra, em 1901, pelo ornitólogo inglês Edmund Selous. Mas um século antes, os americanos já haviam criado uma sociedade devotada ao assunto: a Audubon Society. Não por acaso a América do Norte tem hoje 70 milhões de adeptos.

Já no país da biodiversidade, a atividade apenas engatinha, mas já ganhou cor local: birdwatching virou “passarinhar”, na gíria brasileira dos aficionados. E saiba que se você é do tipo que adora alimentar pássaros no quintal e beija-flores nas varandas, pode se considerar um “passarinhador” nato, segundo especialistas da Avistar, entidade que representa o segmento.

O fato é que tanto curiosos e amadores do birdwatching, quanto profissionais ou cientistas têm redescoberto um lado de Foz do Iguaçu pouco explorado: o destino é portal para uma das mais ricas rotas de observação de pássaros.

Para se ter uma ideia, só o Parque das Aves abriga mais de 900 pássaros tropicais de 150 espécies. É o único parque da América do Sul que permite que o turista entre nos viveiros e tenha contato direto com as aves.

Mas é do lado argentino que se encontra um programa específico para os amantes da natureza e adeptos do “passarinhar”. São saídas especiais, com jipes abertos pelo parque e guias ornitólogos que acompanham o grupo com equipamentos apropriados: binóculo, telescópio, guia de aves, check-list e gravador com vozes de pássaros.

Muitos equipamentos turísticos de Foz começam a incentivar a observação de aves. O Rafain Palace Hotel & Convention Center, por exemplo, oferece transfers até os parques e ainda uma tarifa de R$ 119, por pessoa, em apartamento duplo ou triplo, com café da manhã e jantar no próprio empreendimento. Informações: 0800-645-3400.