O Paraná tem pontos turísticos que nem mesmo os paranaenses conhecem. São belezas naturais e bens de patrimônio histórico e cultural que, muitas vezes, não entram no roteiro turístico por falta de conhecimento por parte do visitante.

Com o objetivo de divulgar esses pontos, o professor Sérgio Ricardo Sayão, residente em Londrina, desenvolveu o projeto Trilhas do Paraná. Trata-se de um trabalho com mais de dez mil páginas que apresentam um Paraná com grande potencial para se tornar um destino turístico muito mais requisitado. O estudo revela a existência de pelo menos 2.530 atrativos presentes em 243 municípios. “A idéia de fazer este projeto surgiu em 1998 com a necessidade de conhecer e ajudar a divulgar o Paraná como importante destino turístico, já que havia carência de divulgação do turismo no Estado”, explica.

O trabalho foi minucioso. Sérgio Sayão deu início ao projeto enviando para as 399 prefeituras paranaenses um questionário que incluía perguntas sobre características peculiares, atrativos histórico-culturais, meios de hospedagem, estrutura de transporte, gastronomia e entretenimento. Desse total, 243 municípios deram retorno, mostrando que o Estado tem mais de 2,5 mil atrativos visitáveis.

A partir disso, foi possível constatar também quais são os municípios com mais pontos turísticos do Estado. Os números são impressionantes. Segundo pesquisa feita pelo professor londrinense em janeiro de 2001, Paranaguá ficou em primeiro lugar, com um total de 107 atrativos. Curitiba, o segundo lugar do ranking, tem 85, juntamente com São José dos Pinhais. Pontal do Paraná tem 71 e União da Vitória tem sessenta.

Esses dados foram atualizados em janeiro deste ano. E, segundo a nova pesquisa, Curitiba é hoje a cidade com maior número de atrativos turísticos do Paraná, com um total de 118; Paranaguá é a segunda com 114; São José dos Pinhais é a terceira com 106 e, em seguida, estão Pontal com 71 e Antonina com 64.

Concluído o extenso trabalho, o professor busca agora parcerias para publicar esse material, visando compartilhar com a população paranaense o conhecimento do potencial turístico do Estado. “Coronel Vivida, no Sudoeste paranaense, tem mais de oitenta cachoeiras, mas não há um plano de trabalho eficiente para a divulgação desses atrativos”, cita Sérgio. Além disso, segundo o professor, 80% dos pontos turísticos naturais não têm ao seu redor infra-estrutura adequada para recebimento de turistas. “Está falando uma política efetiva de turismo para as prefeituras, conselhos de turismo, secretarias interligadas para o desenvolvimento desse setor e marketing adequado”, considera Sérgio Sayão. “Falta conscientização de quanto o turismo pode desenvolver a economia e a qualidade de vida da população”, conclui.