O brasileiro é famoso por deixar muitos compromissos para a última hora, mas se o consumidor quiser aproveitar melhor os preços e oportunidades para viajar nas férias de fim de ano, a hora é agora. O período de outubro é o mais indicado para quem deseja alugar um imóvel para passar a temporada de Natal e Ano Novo fora de casa. Segundo o empresário Alessandro Gomes, sócio do site Max Temporada, especializado na busca de imóveis para aluguel, com tempo suficiente, o consumidor pode estudar melhor os preços e checar informações importantes antes de fechar negócio. “O contrato de locação é parte fundamental nesse processo. Além de analisar as cláusulas, é importante que a pessoa tenha tempo, pelo menos, de checar as informações fornecidas pelo proprietário do imóvel, uma sugestão é pedir a cópia de um comprovante de residência”, explica.

Para Anderson Araújo, também sócio da plataforma que conecta turistas aos locatários de imóveis de todo o Brasil, mesmo para períodos curtos, como de uma semana, é necessário um contrato, onde serão definidos os direitos e deveres de quem está contratando e também de quem disponibiliza o imóvel. “Tudo isso evita futuras dores de cabeça, como a responsabilidade por pagamentos de contas de água e luz ou outras despesas não previstas”. Nesse sentido, o consultor orienta o consumidor a avaliar a condição das dependências do local, bem como a mobília assim que a família ou grupo de amigos chegar. “Caso haja problemas como janelas quebradas, por exemplo, isso deve ser comunicado imediatamente ao locador”, explica Araújo.

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Planejamento antecipado é a melhor solução pra curtir as férias.

Confira a seguir algumas dicas dos consultores da Max Temporada para aproveitar melhor os preços dos aluguéis de imóveis e também fazer uma escolha segura e livre de possíveis dores de cabeça.

Programe-se

Planejar as férias com antecedência ainda é a solução mais adequada para encontrar um imóvel seguro e com bons preços para o final do ano. Na internet, por exemplo, existem diversos sites especializados e de confiança onde podem ser feitas pesquisas e comparações de aluguel. Com antecedência, é possível ainda visitar o imóvel desejado e comprovar se de fato ele existe e se sua documentação está em dia.

Desconfie

Infelizmente, não são raros os golpes de casas e apartamentos fictícios. Nesse caso, desconfie de valores muito abaixo da média. Casas e apartamentos para a temporada geram gastos como condomínio ou manutenção com jardim, limpeza, entre outros. O proprietário do imóvel dificilmente disponibilizará seu bem para aluguel por uma quantia muito baixa.

Casa ou apartamento?

Embora a escolha vá depender mais das necessidades de quem for ocupar o espaço, há a oferta muito maior de apartamentos do que de casas, daí a importância do planejamento com antecedência caso faça questão de uma residência térrea. As casas oferecem também mais espaço, por consequência, abrigam grupos maiores de pessoas.

Proteja-se

Depois de atestar a qualidade e autenticidade do imóvel, outro passo importante é ter apoio jurídico para a criação de um contrato de serviço. A prática é importante mesmo sendo uma locação para um período curto. No documento, devem constar informações como as datas de entrada e sa&i,acute;da do inquilino, o valor a ser pago, a forma de pagamento, eventuais multas no caso de atraso, depredação ou desistência de uma das partes, o número de pessoas que vão se hospedar e a descrição dos utensílios, eletrodomésticos e eletrônicos disponíveis no imóvel.

Regras do condomínio

Como muitas casas e apartamentos estão localizadas em condomínios, é importante saber as regras da área comum do local, como churrasqueira, piscina, estacionamento, salão de jogos, entre outros. Há locais que não permitem a livre circulação de animais, por exemplo, o que pode gerar possíveis multas a serem pagas por quem aluga o espaço.

Pagamento

Fica de livre escolha entre as partes a forma de pagamento pelo aluguel do imóvel para temporada, mas a prática mais comum é que o inquilino pague 50% do valor total da locação no ato da contratação e o restante na data de entrega das chaves. No contrato de serviço, é comum constar também multa em casos de desistência, além do chamado cheque caução, em caso de depreciação do local. O cheque deve ser devolvido ao inquilino após vistoria e entrega das chaves.