Há assuntos que despertam interesses, sentimentos e paixões de muitos. Comer e beber são alguns deles, assim como sair de férias e viajar. Por que, então, não unir o que há de melhor nisso?

A Suíça atrai todos os anos milhares de viajantes apaixonados por culinária e apreciadores da autêntica gastronomia do país, que procuram em suas viagens não somente a haute cuisine, mas também a típica cozinha local e regional, com suas especialidades suíças e experiências gastronômicas.

Surpreendentes por sua diversidade, os vinhos suíços são reflexo da topografia diversificada do país – os vales do Reno, os bancos lacustres, em particular o de Genebra, a região dos Três Lagos (Neuchâtel, Morat e Bienne), Zurique e Lugano, e seus espetaculares vinhedos obliquamente desenhados.

Estendidos sobre 15 mil hectares em sua totalidade, os principais vinhedos do país localizam-se na região francesa da Suíça, sendo Valais e Vaud os dois principais cantões produtores de vinho.

Alguns destinos oferecem aos turistas cafés-da-manhã com vista para as montanhas.

As riquezas e belezas naturais de Lavaux, seus vinhedos, terraços e vilas ao longo do Lago de Genebra permitiram seu reconhecimento como Patrimônio Mundial da Unesco no ano passado.

Lavaux é uma região rica em caráter: sua diversidade culinária rica em sabores e a hospitalidade relacionada ao vinho, o fruto de suas colinas, são realmente apaixonantes.

Queijos

Você sabia que a Suíça produz mais de 450 tipos de queijo? Na primavera, as vaquinhas desfilam graciosamente nos pastos verdes dos vales suíços e alimentam-se de flores alpinas, que compõem o ingrediente secreto da fabricação do queijo.

Cada cenário possui seu próprio queijo e a lista de variedades é impressionante: o leve e cremoso Vacherin, o picante Appenzeller, o condimentado Sbrinz, o saboroso Emmentaler (o queijo dos “buracos”), o mundialmente famoso Gruyère, o delicado Tête de Moine… todos utilizados na preparação de fondues, raclettes, tábuas de queijos e outros pratos.

Swiss-image/François Bertin
Os suíços foram os pioneiros no desenvolvimento do chocolate ao leite.

Uma visita imperdível são as regiões de Grimentz (Valais), Flumserberg, Moléson e L’Etivaz, onde uma vez por semana os produtores locais convidam os turistas a conhecer a produção artesanal de seus queijos, mostrando como a história e a tradição continuam vivas nestas localidades.

E o que dizer do famoso chocolate suíço? A técnica do primeiro “chocolate que derrete na boca” foi um árduo processo que marcou para sempre o sucesso da indústria de chocolates suíços ao redor do mundo: foram os suíços os pioneiros no desenvolvimento do chocolate ao leite com o puro sabor do leite alpino.

Em 1819, François-Louis Cailler inaugurou uma das primeiras produções mecanizadas de chocolate em Corsier-sur-Vevey, estabelecendo a mais antiga marca de chocolate suíço existente até hoje.

Os anos entre 1890 e 1920 viram um verdadeiro florescer da indústria de chocolate, coincidindo com a época dourada do turismo suíço. Membros da alta sociedade mundial em férias no país apreciavam o chocolate e levavam sua fama para casa com eles. Assim, a pequena notável Suíça se transformava aos poucos em potência mundial do chocolate.

Swiss-image/Stephan Engler
Trem percorre a região produtora de vinhos em Vaud, um dos cantões franceses da Suíça.

Atualmente, uma das atrações culinárias mais visitadas na Suíça é o Trem do Chocolate, que parte de Montreux em direção a Broc, onde a fábrica de chocolates Cailler-Nestlé está situada.

Na excursão, os turistas descobrem os segredos da fabricação do “ouro negro” e se esbaldam na degustação de chocolates. Desde os anos 70s, mais de um milhão de pessoas já fizeram o passeio.

É claro que estas são apenas as mais conhecidas facetas da culinária suíça; porém, existem alguns segredos aos poucos sendo descobertos pelos amantes de gastronomia, como os 350 tipos de salsicha suíça, a produção de açafrão em Mund e o autêntico brandy de frutas de Morand (Valais), a destilação do lendário absinto em Val-de-Travers e a produção do puro mel alpino em Boudevilliers (Jura), as trilhas da castanha em Arosio e do azeite de oliva em Lugano (Ticino), a saborosa carne seca artesanal de Parpan (Grisões), a degustação de águas minerais em Gonten (Appenzell), a mais antiga cervejaria suíça Schützengarten em St. Gallen, o tradicional suco de maçãs de Arbon (Turgóvia)…