Cerca de 56% dos jovens brasileiros já tiveram contato com drogas em alguma momento da vida. Os dados são do Conselho Nacional de Entorpecentes, que também identificou que 6,6 milhões de pessoas no mundo (580 mil no Brasil) morreram no ano passado por consumirem álcool, a droga de maior incidência. Já o cigarro foi responsável pela morte de 4,5 milhões de pessoas (450 mil no Brasil).

Segundo o professor e psicólogo gaúcho Selmiro Paulo Wolfarth, o álcool é a mais maléfica de todas as drogas, pois é a porta de entrada para as outras. “Os pais, adultos, e parentes usam. É um péssimo referencial para o jovem”, diz. A segunda pior é o cigarro, pelos mesmos motivos. Depois vêm os voláteis ? como o thinner, os solventes, a cola de sapateiro e o loló ? e os medicamentos, também vendidos legalmente. Em seguida aparecem as drogas ilegais: maconha, cocaína, crack e ecstasy.

Com base nesses dados, o professor Selmiro vem percorrendo o País nos últimos 25 anos tentando conscientizar crianças e jovens sobre o uso de drogas. Nesta semana ele está em Curitiba, trabalhando com alunos, pais e professores do Colégio São José. De acordo com o professor, além de divulgar as conseqüências da droga no organismo, é importante trabalhar a auto-estima e a valorização do ser humano. “Se a pessoa não tem amor próprio, dificilmente vai entender a mensagem”, disse.

O professor também defende que a droga não se combate, mas sim, se previne, “e é melhor prevenir um ano antes do que um dia depois”, pondera. O trabalho que Selmiro Wolfarth desenvolve inicia com os professores – que trazem elementos sobre os alunos com os quais vai trabalhar -, e termina com os pais, que, para ele, têm um papel muito importante nesse processo. “Se eles demonstrarem amor e dedicação dificilmente terão problemas com os filhos”, afirmou.

Hoje o professor dará uma palestra gratuita para todos os interessados no assunto. Será às 19h30 no ginásio de esportes da Escola São José das Irmãs Vicentinas, na Rua Padre José Joaquim Goral, 182, no bairro do Abranches. Outras informações pelo telefone (41) 355-2200.