Muitas são as notícias de pessoas que entraram em coma ou faleceram após realizarem uma cirurgia plástica. E quase sempre a vilã da história é a anestesia, pois em toda intervenção cirúrgica ela tem papel fundamental para proporcionar segurança ao paciente e garantir o sucesso da operação. Felizmente, devido aos avanços tecnológicos, a maior segurança dos anestésicos e o maior treinamento dos profissionais, a anestesia moderna causa muito menos desconforto hoje do que em outros tempos.
Segundo os médicos cirurgiões plástico do Hospital e Maternidade São Camilo-Ipiranga, Drs. André Reiff e Mateus Kawasaki, nas cirurgias plásticas é ainda mais inadmissível qualquer tipo de risco ao paciente já que a maioria delas são programadas.

E, para garantir que tudo ocorra bem, é sempre prudente realizar as cirurgias em hospitais que propiciem infra-estrutura de suporte adequada como equipamentos e uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para eventuais emergências, afirmam.

A dica dos médicos é que a cirurgia seja programada corretamente, com avaliação pré-operatória detalhada com exames complementares e realizada por especialistas. “Que ofereça ao paciente a melhor relação custo-benefício”, afirmam os médicos.

Tipos de anestesia

O tipo de anestesia depende do porte da cirurgia e podem ser: local, local com sedação, bloqueios medulares e geral.

Local ? Utilizada para procedimentos de menor porte e a solução anestésica é infiltrada no local ou próxima ao local da cirurgia, inibindo os nervos responsáveis pela sensibilidade e dor da região.
Sedação ? Técnica endovenosa que usa medicações específicas para tranquilizar o paciente. É importante para reduzir a ansiedade e o sangramento; controlar a pressão arterial e respiratória e diminuir riscos cirúrgicos.

Bloqueio Peridural e Raquimedular – Atua nas raízes nervosas próximas a medula espinhal, bloqueando a dor nas áreas operadas. São utilizadas em cirurgias no abdome e membros inferiores. Geralmente está associada a sedação.

Geral – Aplicada diretamente na veia e por meio de gases inalados. O paciente dorme profundamente, os músculos relaxam, a respiração e os batimentos cardíacos ficam mais lentos e a atividade cerebral cai.
Devido a sua má fama de tempos anteriores, ela é a mais temida, mas segundo os médicos a anestesiologia é a área médica que mais reduziu os riscos de seus procedimentos nas últimas duas décadas. O risco de algo sair errado em uma operação por culpa da anestesia, segundo o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, caiu 100 vezes nesse período.