A evolução da cardiologia intervencionista tem sido um diferencial no tratamento das doenças coronarianas. O avanço na qualidade da imagem, no desenvolvimento de materiais e a tecnologia das máquinas garantem diagnósticos cada vez mais precisos e de qualidade. Todos esses ganhos visam buscar a rápida recuperação do paciente vítima de doenças cardiovasculares e o seu precoce retorno às atividades diárias, de preferência, com a mesma qualidade de vida.

Uma das armas no combate a essas doenças é a hemodinâmica, método inicialmente utilizado no diagnóstico e que passou a ser importante aliado na realização de procedimentos terapêuticos para tratamento de diversos problemas cardiovasculares, congênitos e adquiridos. Com o avanço da medicina, surgiram as técnicas da angioplastia das artérias coronárias – método de desobstrução das artérias -, da valvuloplastia e fechamento de defeitos congênitos.

Emergências

O Hospital Cardiológico Costantini, em Curitiba, que completou em junho oito anos de fundação, aposta firmemente na hemodinâmica, por isso, mantém disponíveis aos seus pacientes, duas salas equipadas durante as 24 horas do dia. Ambas são equipadas com aparelhos modernos destinados à avaliação e ao tratamento do paciente, tanto em situações eletivas, como no caso de emergências.

Os exames são realizados por médicos especializados, através da introdução de pequenos cateteres inseridos pela punção de uma artéria, que poderá ser a artéria radial (punho), braquial (cotovelo) ou femoral (virilha). Atualmente a via mais utilizada é a femoral, devido ao seu avantajado calibre, que favorece a introdução do cateter. Vale ressaltar que, apesar de ser realizado através de um pequeno corte na pele, o procedimento é considerado uma técnica cirúrgica e é recomendado que seja feito mediante internamento. A  previsão de alta médica é de 48 a 72 horas, a depender do estado do paciente.

Importantes exames ajudam na investigação de doenças cardíacas

Eletrocardiograma – É o mais antigo, fácil de fazer e funciona como um ?retrato? do coração. Esse exame tem limitações porque não revela todas as anormalidades e nem a predisposição para doenças.

Teste de esforço – É indicado, principalmente, quando há suspeita de problemas nas artérias coronárias e mostra o comportamento do coração quando muito exigido.

Cintilografia – Em geral se recorre a esse exame quando o teste de esforço está alterado. Esse exame é sensível e de alta acurácia, podendo confirmar a falta de circulação sangüínea em alguma parte do coração com imagens claras e alto índice de acerto.

Ultra-som – Se o paciente tem fatores de risco, como obesidade, hipertensão e histórico de doenças cardíacas na família, o ultra-som das artérias, como a aorta e as carótidas, pode detectar uma aterosclerose.

Ressonância magnética ? É um exame eficaz, que mostra detalhadamente a aorta, identificando se há gordura depositada e de que tipo. Também mostra em detalhes o funcionamento do coração e, em pacientes enfartados, o tamanho da área lesionada, sendo igualmente útil para planejar cirurgias.

Cateterismo ? É um exame invasivo. Nele, uma sonda é levada ao coração para avaliar a obstrução e, ao mesmo momento, quando indicado, por meio de uma técnica conhecida por angioplastia, desobstruir a artéria. É fundamental no planejamento de cirurgias cardíacas.

Tomografia das artérias coronárias – Apresenta boas condições de complementar e se tornar uma opção ao cateterismo para avaliação das coronárias, pois mostra a calcificação, o depósito de gordura e o grau de obstrução das artérias.