O Brasil vai começar a produzir, até o fim do ano, o DDI Entérico, um dos medicamentos do coquetel antiaids. O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz) e o laboratório paulista Banvler Química requereram, na Espanha, a patente do remédio. Hoje o Ministério da Saúde gasta US$ 10 milhões por ano com esses comprimidos. O diretor de Farmanguinhos, Eduardo Costa, calcula que a produção sairá pela metade do custo atual, de US$ 1,40 a unidade.

O DDI integra o coquetel antiaids, mas provocava fortes efeitos colaterais, como irritação gástrica. Em 2003, o laboratório Bristol Myers Squibb patenteou uma nova formulação do remédio, em que o princípio ativo (didanosina) é absorvido no intestino, não mais no estômago. Atualmente, Farmanguinhos produz sete dos 16 anti-retrovirais que compõem o coquetel antiaids, distribuído a 180 mil pacientes no Brasil.