A Anorexia Nervosa é um dos três principais tipos de transtornos alimentares. O termo transtornos alimentares não se refere a primariamente problemas da alimentação ou dos alimentos. Eles são desordens psiquiátricas com sintomas de conflitos psicológicos manifestados desta maneira.


CAUSAS

As causas envolvem 1. Predisposição genética: se um gêmeo idêntico tiver anorexia nervosa o outro terá 56% de chance, já gêmeoa não idênticos e parentes de primeiro grau terão 5% de propabilidade de ter a doença. Possuir parentes próximos com a doença aumenta em até 8 vezes mais a chance de ter anorexia do que na população geral.  2. Causas biológicas: como o desequilíbrio hormonal na adolescência (dopamina, serotonina, noradrenalina, opióides peptídeos relacionados com o controle normal do comportamento allimentar).

3. Causas sociais: sociedades industrializadas exaltam a magreza como o belo (TV, filmes, revistas). Na Universidade de Leeds, Reino Unido, 1 em cada 5 garotas dos 9 anos de idade para cima fazem dietas porque são ridicularizadas na escola devido à estética corporal. 4. Causas psicológicas: famílias complicadas nas quais a pessoa que irá desenvolver o transtorno alimentar experimenta sentimentos de abandono e solidão, ocorrendo também educação muito rígida além de superprotecionismo e distância emocional. As expectativas irrealísticas são muito altas para a criança. O comer desordenadamente é usado como uma maneira de vencer sentimentos de inadequação e como uma forma de tentar controlar pelo menos uma área em sua vida. Pais de anoréxicos geralmente colocam muita ênfase na aparência física dos filhos além de terem atitudes para com alimentos e seus próprios corpos de maneira não equilibrada.

Cerca de 40% das pessoas com desordens alimentares a apresentam após situações muito competitivas. As garotas têm dificuldade de aceitar seu corpo feminino adulto e rejeitam as características sexuais secundárias normais da adolescência (pêlos pubianos, seios, etc.). São em geral perfeccionistas. Têm dificuldade de expressar emoções negativas e desagradáveis, além de apresentam baixa auto-estima e possuirem um senso de não-eu, ou seja, não sentem quem são ou qual seu lugar no mundo. Com a desordem alimentar é como se elas conseguissem um senso de identidade “Eu sou magra ou eu estou em dieta.”

ESTATÍSTICAS 

Estima-se que 8 milhões de pessoas nos Estados Unidos sofrem desordens alimentares, a qual atinge cerca de 15% entre mulheres jovens. As mulheres apresentam 85%-95% de todos os casos enquanto que de 5% a 15% atingem homens. 1% de garotas jovens entre 10 e 20 anos de idade tem a doença, que se inicia em 85% das vezes entre 13 e 20 anos. De 10% a 15% das anoréxicas morrerão desta doença enquanto que de 2% a 5% cometerão suicídio. Cerca de mil mulheres morrem por ano de anorexia nos EUA. Dentre as desordens mentais, são as que têm maior índice de morte.

Cerca de 90% de todas as mulheres superestimam o tamanho de seu corpo. Nos Estados Unidos 69% das mulheres que trabalham na TV para o público são magras e somente 5% têm sobrepeso (pesquisa Nielson). 79% de todas as garotas americanas querem ser mais magras do que elas são. Por volta dos 13 anos, 80% delas já fizeram dieta. Em qualquer dia do ano 56% das mulheres americanas estão fazendo alguma dieta e 60% de todos as modelos ou bailarinas têm uma desordem alimentar. A anorexia atinge mais mulheres brancas e de nações industrializadas.

QUADRO CLÍNICO

Uma pessoa com anorexia nervosa geralmente apresenta insistência em manter o peso abaixo do normal através de dieta rigorosíssima e medo de engordar mesmo estando abaixo do peso. (abaixo de 85% do normal para a idade e altura, ou abaixo de 15,5kg/m2 de Índice de Massa Corporal). Medo irracional de ter peso normal. Obsessão quanto a dietas e tudo ,o que envolve isto. Fazem comida para a família, mas evitam comer. Julgam a si mesmas como boas ou más de acordo com o quanto comeram. Têm muito baixa auto-estima e total perda da confiança. Crêem que a única coisa boa que fazem é controlar o quanto ingerem. Tentam desesperadamente agradar outras pessoas, mas não acreditam que serão amadas pelo que possuem dentro delas. Tornam-se fanáticas com exercícios adquirindo um “barato” após os exercícios semelhante aos usuários de droga. Ficam muito irritadas se alguém as impedem de exercitar.

Negam que têm problemas com peso e têm distorção da imagem corporal de maneira que ao olharem no espelho não se vêem magras, e continuam a se sentirem gordas. Costumam mentir sobre alimentar-se. Ficam chateadas com a idéia de submeter a tratamento. Perda de peso severo. Provocam vômitos, usam laxativos. Isolam-se ou perdem amigos. Humor facilmente irritável. Dificuldade de dormir. Parada da menstruação. Circulação pobre, sentem mais frio que o normal e apresentam o crescimento de uma pelugem no corpo (lanugo).