Os avanços espantosos da Ciência, que agora se debruça sobre a procura pela partícula de Deus, contrastam com problemas tão antigos quanto a humanidade, como o chulé, também conhecido como bromidrose. Caracterizado pelo forte odor, o chulé é causado pelo excesso de suor nos pés que resulta na proliferação de bactérias.

Este incômodo que ao longo de história causou incontáveis constrangimentos em seus portadores sendo combatido com remédios caseiros e outros paliativos finalmente pode sofrer um golpe mortal agora que renomado cientistas dedicaram sua atenção a este mal.

Pesquisadores espanhóis criaram um tecido antibacteriano para fabricar meias que não produzem mau cheiro após seu uso e que não causam problemas na pele como coceiras e fungos.

A novidade foi desenvolvida pelo Centro de Inovação Tecnológica (CTF) da Universidade Politécnica da Catalunha (UPC) e a empresa Sutran y Mas. O objetivo é que as meias sejam comercializadas em breve.

Para chegar a este material, os espanhóis combinaram fibras de celulose, geralmente utilizadas para fins médicos, com uma solução de zinco e outros componentes que funcionam como um bactericida.

Assim, a nova meia atuará em duas frentes: evitar o odor e combater a hiperidrose (suor excessivo),problema que atinge geralmente os esportistas. As propriedades estruturais do tecido permitem absorver umidade. Já estão pensando em fabricar roupas com este tecido.

A nova fórmula desenvolvida vai abondonar a prata, que antes era usada como agente bactericida. O problema é que o material causa efeitos colaterais na pele, como dermatose, fungos e coceiras, causando grande incômodo no usuário.

Além de não provocar estes efeitos colaterais, os pesquisadores do CTF comprovaram que o zinco aplicado na fibra elimina 99,8% da presença dos micro-organismos Staphylococcus aureus e 97,8% do Klebsiella pneumoniae, bactérias resistentes que causam o mau cheiro. É um grau de eficiência nunca visto até agora que pode decretar a morte do chulé.