A constante preocupação da população com os hábitos alimentares mais saudáveis vem sendo refletida nas prateleiras do supermercado. A onda dos alimentos “zero” invadiu o carrinho de compras. Refrigerantes, sucos, biscoitos, massa de pizza, pão de forma, achocolatado, produtos congelados e até pudim já trazem na embalagem o selo que promete um alimento mais saudável sem ter o sabor original comprometido.

Aposto que a última vez que você foi às compras optou por, no mínimo, um produto zero, embora você prefira o normal, certo? Mas, será que essa troca é realmente vantajosa? Ao optar por um refrigerante zero, você está sendo mais saudável? Para tentar esclarecer essas dúvidas, enumeramos o que de principal você precisa saber sobre essa nova tendência alimentícia.
É zero o que?

“Os produtos zero não possuem muita diferença quando comparados aos produtos diet, ou seja, há uma isenção em algum dos seus componentes nutricionais, que podem ser açúcar, sal, proteínas ou gorduras”, explica a nutricionista Paula Cristina da Costa, do centro de diabetes da Unifesp. O ideal é sempre dar uma boa olhada no rótulo para descobrir a que redução ele se refere. Muitas vezes, o lançamento de um produto zero pode ser mais jogada comercial do que efetivamente uma inovação. 

Podem ser mais calóricos

Temos a tendência de achar que quem está de dieta deve optar pelo zero. Porém, a nutricionista alerta: “É muito importante observar que esses produtos podem apresentar mais calorias que os tradicionais, pois podem ser isentos de açúcar, mas apresentar maiores quantidades de gordura, a fim de conferir sabor. Neste caso, os alimentos tornam-se mais calóricos, não sendo recomendados para o controle de peso”, diz Paula Cristina da Costa.

Não são sempre recomendados

De acordo com a nutricionista Liliana Paula Bricarello, do curso de nutrição do Centro Universitário São Camilo, os alimentos zero não são sempre a melhor opção para todos. “O alimento zero que tiver isenção de 100% de açúcar pode ser melhor para um diabético, mas não são indicados para qualquer pessoa. Crianças, por exemplo, só devem consumir esse tipo de alimentos se tiver alguma restrição alimentar”. Por isso, antes de sair por aí enchendo o carrinho de produtos zero, lembre-se que cada caso deve ser avaliado individualmente por um especialista.