Quando menos se espera, pode chegar o momento em que você vai se deparar com a decisão de cuidar de alguém que já não pode ficar sozinho. Pais ou parentes próximos ficam impossibilitados por uma doença ou simplesmente pelo envelhecimento.

Todas gostamos de cuidar dos que estão mais próximos e geralmente sentimos que somos capazes de mantê-los bem e felizes, mas tornar-se um cuidador é uma decisão com diversas implicações, particularmente se trabalho e família consomem grande parte do tempo e atenção.

Antes de tomar qualquer iniciativa, é importante ter uma conversa com os familiares, para saber o quanto de ajuda cada um pode oferecer. Tornar-se um cuidador certamente irá afetar aquilo que você faz, onde você vai, seus costumes e emoções. Haverá momentos de felicidade e muita satisfação. Também haverá momentos de exaustão e depressão.

É importante dividir esses sentimentos com alguém em quem se confia e que saiba escutar.

Sentimentos mais comuns do cuidador

Dificuldades

DEPRESSÃO: Sentir-se sem forças e amarrada, como se sua vida não te pertencesse. Talvez acredite que a família não reconheça seu esforço e sinta-se incomodada com os palpites de como fazer algo melhor.

TRISTEZA: Quando se torna uma cuidadora, os planos de viagens, mudanças e de passar mais tempo com os filhos são postergados até mesmo por anos, causando desconforto e tristeza.

INCERTEZA: Não saber ao certo por quanto tempo será cuidadora, a preocupação de ficar doente e não saber o que pode acontecer com a pessoa que se ama traz indefinições.

EXAUSTÃO: A falta de chance de se cuidar, intervalos ou férias pode parecer um esforço sem fim e encurtar o tempo para as tarefas mais simples.

SOLIDÃO: Os amigos e parentes não visitam mais. Talvez não saibam como reagir com a pessoa enferma. Deixar o emprego fará perder os contatos sociais e as amizades.

CULPA: Usar serviços profissionais de um enfermeiro ou outro profissional pode causar sentimentos de culpa. É difícil aceitar que outras pessoas possam cuidar de quem amamos como nós mesmas.

SATISFAÇÃO: O trabalho é árduo, mas é gratificante ver a pessoa amada bem cuidada. Essa é a recompensa pelo difícil trabalho, além de poder sentir orgulho por vencer os problemas

MOTIVAÇÃO: As pequenas conquistas diárias da pessoa que cuidamos nos dá prazer e coragem. A sensação é de que o seu cuidado tornou a vida mais fácil e mais gostosa para eles.

AMOR: Alguns cuidadores descobrem que sentir-se amada e necessária por um amigo ou parente pode ser confortável e traz propósito e direção para a sua vida.

CONFIANÇA: Cuidar de uma outra pessoa pode dar a oportunidade de atuar em várias áreas como cuidadora, amiga, enfermeira, professora e até mesmo advogada.

AlôHelp é um sistema de apoio para os cuidadores

Para a difícil missão de cuidador, é importante contar com a ajuda de serviços de apoio, como por exemplo o equipamento AlôHelp, que substitui o acompanhante para idosos.

O usuário AlôHelp utiliza um relógio de pulso ou colar, que trazem um botão de emergência embutido. Quando o botão de emergência é pressionado, aciona uma Central de Monitoramento 24 horas. Essa central identifica automaticamente o prontuário médico do assinante com orientações familiares e procedimentos indicados para emergências. Para confirmar a emergência, a atendente da Central estabelece uma conversação em viva-voz com o assinante (em uma área de até 250 m2) através de um microfone e alto-falante instalados na residência. Dependendo do caso, a central comunica um parente, um vizinho e chama até uma ambulância.

A Central de Monitoramento armazena um banco com 119 dados do assinante como endereço, histórico médico, tipo sangüíneo, alergias, medicamentos prescritos, convênio e contato de médicos e familiares. O botão do AlôHelp é à prova d’água para que também possa ser usado durante o banho.