Para facilitar a entrada na terceira idade, as mulheres hoje na faixa dos 30 ou 40 anos podem e devem se cuidar, prevenindo doenças que comumente atingem o sexo feminino durante a velhice: “As reumatologias podem ser minimizadas se a mulher tiver o organismo fortalecido, enquanto que, para evitar a osteoporose, é importante consumir alimentos ricos em cálcio, evitar o cigarro e fortalecer os ossos com atividades físicas”, explica a geriatra paulista Maristela Soubihe, diretora da Conte Comigo, empresa especializada no acompanhamento de idosos e dependentes funcionais. O mesmo conselho vale para os homens. Uma dica é conhecer bem o histórico médico e as tendências genéticas.

Outro ponto importante para o envelhecimento sadio é a disposição mental. “É preciso aceitar que a velhice é um processo inevitável, que trará debilidades físicas. No entanto, estas limitações não devem significar que o processo deverá ser encarado de maneira negativa. Quanto maior for a prevenção aos problemas físicos e maior a preparação para enfrentá-los, mais feliz será esta fase da vida”.

O último censo do IBGE revelou que 55,1% das pessoas com mais de 60 anos no Brasil são mulheres. Os homens são 44,9%, em um universo de 14,5 milhões de brasileiros nesta faixa etária. A expectativa de vida das mulheres é, em média, de 72,6 anos, aproximadamente sete anos mais que a dos homens. Nos EUA, de acordo com a Divisão de Saúde da Mulher, uma em cada quatro mulheres terá mais de 65 anos em 2030 ? por conta do baby boom da década de 70. A boa notícia é que este contingente de mulheres terá a seu serviço mais opções para um envelhecimento sadio ? seja pelo avanço da medicina ou pelas opções de atividades ?, principalmente se começar a cuidar da saúde e da mente desde jovem.

“A partir das últimas décadas, quando a medicina começou a estudar o envelhecimento, a qualidade de vida dos idosos melhorou significativamente”, avalia Maristela. “Por outro lado, as mulheres com mais de 60 anos também mudaram o espaço que ocupam na sociedade. Elas deixaram de se concentrar apenas nos afazeres domésticos para ganhar hobbies, hábitos culturais e sair mais de casa”.

Um desses hobbies é o turismo: de acordo com a Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), 20% da receita gerada pelo setor de turismo vêm da terceira idade. “As mulheres idosas em especial têm uma enorme disposição para viajar”, comenta Helena Mirabelli, diretora da Apel, agência de turismo especializada na terceira idade. Outra opção é a Universidade Aberta da Terceira Idade, iniciativa da Escola Paulista de Medicina, que oferece cursos de artesanato, corte e costura, teatro, entre outros.