Curitiba será a primeira cidade brasileira a ter na rede municipal de saúde um equipamento de laboratório para verificar a genotipagem do HIV. O equipamento entra em funcionamento em abril, no Laboratório Municipal de Curitiba, para identificar as mutações genéticas do vírus da aids e que levam à resistência dos pacientes ao tratamento. A inovação é uma resposta da Coordenação do Programa Nacional de DST/Aids ao pedido feito pessoalmente pelo secretário municipal da Saúde e vice-prefeito, Luciano Ducci.

"Apresentamos o projeto e a resposta foi imediata", conta Ducci, que esteve em Brasília na semana passada para tratar de interesses da administração do prefeito Beto Richa. "O sucesso de ações como o acompanhamento das gestantes soropositivas com o uso de medicação antiretroviral e que resultaram na queda da transmissão vertical do vírus, a oferta de exames para pesquisa do HIV independente de requisição médica e a disponibilização de preservativos para os estudantes das 35 escolas participantes do programa Saúde e Prevenção nas Escolas são boas credenciais", justifica o secretário.

O valor do equipamento é estimado em cerca de U$ 200 mil e será cedido à Prefeitura de Curitiba em regime de comodato. Enquanto um exame custa cerca de R$ 800,00 nos laboratórios privados, para o Sistema Único de Saúde – que custeia o procedimento para o usuário – sai por R$ 166,00.

Além de pacientes da própria cidade, os testes feitos em Curitiba beneficiarão também os pacientes do Sistema Único de Saúde do Mato Grosso do Sul. A estimativa é de que sejam realizados até 500 exames por ano.

Desde que a aids começou a ser monitorada em Curitiba, em 1984, foram registrados na cidade 7.550 casos (5.093 homens e 2.457 mulheres). Hoje, no município, 3.200 pessoas estão sob acompanhamento médico e tomando a medicação antiretroviral.