Abrir a janela e se deparar com um dia nublado, cinzento e com baixas temperaturas, pode não representar muito para algumas pessoas. Mas para outras, esse quadro pode ter grande interferência. Para as pessoas que sofrem de depressão, isso pode até potencializar a doença.

A relação entre o clima e os seres humanos é estudado há muito tempo. O presidente do Conselho Regional de Psicologia, Dionísio Banaszewski, disse que uma das pesquisas históricas é sobre o pintor impressionista Vincent Van Gogh, que viveu na França entre 1853 a 1890. A sua produção era muito mais expressiva durante a primavera e verão, e bastante reduzida no inverno. “Somos oriundos da natureza e ela tem sua perfeição. Todos os animais têm seu período de hibernação, e nós não fugimos à regra”, avaliou. Essa comparação, diz o psicólogo, é para explicar porque durante o inverno as pessoas tendem a se aproximar mais, ficar mais tempo em casa, e muitas vezes, curtir a solidão, que pode ser um sentimento positivo quando é encarado como um momento de retrospecção.

Curitiba

Mas para quem tem depressão, o clima pode ter uma interferência negativa, “pois a tendência é de isolamento e potencialização dos sintomas da doença”, afirma Dionísio Banaszewski. Entre os principais sinais da depressão estão a variação do humor, falta de vontade e decisão e descrédito pessoal e da vida. Para o psicólogo, a doença precisa receber a mesma atenção em qualquer estação, e os profissionais precisam ficar alertas a essas alterações.

A principal característica da capital paranaense é a variação de clima. Para o psicólogo, essas características precisam ser bem aproveitadas, porque esse período favorece diversas situações que podem ser bem exploradas. “As pessoas precisam saber lidar com suas impotências, porque adoecer ou se deprimir em função do clima não vale a pena”, finalizou.