Após alerta da Sociedade Brasileira de Hipertensão, durante o Congresso Brasileiro de Hipertensão, realizado no ano passado em Recife, os medicamentos de hipertensão e diabetes, que representam mais de 50% do consumo total de medicamentos no Brasil sofreram alterações na sua embalagem.

Antes, cinco comprimidos eram distribuídos à população em blísteres iguais, confundindo o usuário, na maioria idosos.

A Fundação para o Remédio Popular (Furp) anuncia que a partir de setembro, os remédios terão embalagens diferenciadas. A reformulação das cartelas e ampla análise feita pela área de desenvolvimento da Fundação resultaram na diferenciação dos medicamentos mais receitados, por se tratarem de substâncias de uso continuado, utilizados no tratamento da hipertensão e diabetes. Entre eles, os novos blisters de Captopril (alumínio natural), Digoxina (rosa), Glibenclamida (lilás), Hidroclorotiazida (verde) e Propanolol (branco).

Na prática, a diversificação das cores dessas embalagens permitirá maior segurança na administração desses medicamentos, principalmente para aqueles que fazem uso diário de mais de uma droga, como é o caso dos idosos.

A medida deverá facilitar a distinção entre uma substância e outra, a posologia indicada e os horários corretos da ingestão. Essas diferenciações por si só permitirão reduzir os riscos de efeitos adversos.

O médico Hilton Chaves, secretário da Sociedade Brasileira de Hipertensão e idealizador do projeto, diz que a entidade está muito satisfeita com esta solução, que pretende ser estendida a todo o território nacional. “Tratar a pressão alta já é um desafio para a saúde pública e facilitar a dosagem e o medicamento correto para o usuário é um dever do Estado”, reconhece.