Brasília – As Regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste do país apresentam o maior percentual de mortes de pessoas infectadas pelo vírus HIV até um ano depois da descoberta da doença. Enquanto no Brasil a média de morte nesse período é de 6,1% dos casos, essas regiões têm percentuais de 13,9%, 12,7% e 12,1%, respectivamente.

Os dados fazem parte do Boletim Epidemiológico Aids/DST, divulgado nesta quarta-feira (21) pelo Ministério da Saúde. O estudo também mostra uma tendência de queda no número geral de casos de aids no país desde 2002. Naquele ano, foram notificados 38,8 mil casos. Dados preliminares de 2006 registram 32,6 mil casos.

A região Sudeste registrou o maior percentual de pessoas que continuaram vivas cinco anos após terem detectado a infecção por HIV: 90%. No Norte, esse percentual foi de 78%; no Centro-Oeste, 80%; no Nordeste, 81%; e no Sul, 82%.

Hoje também foram apresentados os dados mundiais sobre a doença, pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (Unaids).

Estima-se que existam, atualmente, 33,2 milhões de pessoas com HIV em todo o mundo. Em 2007, a previsão é que tenha ocorrido 2,5 milhões de novas infecções e 2,1 milhões de mortes pela doença.