A doença atinge mais de 30% das crianças.

A Indústria Química e Farmacêutica Schering-Plough está reiniciando a promoção de fóruns médicos voltados para a identificação e tratamento do paciente Respirador Bucal. A síndrome do respirador bucal é uma doença multidisciplinar, que atinge mais de 30% das crianças e caracteriza-se pela respiração bucal, provocando inúmeros problemas como deformidades na face, no céu da boca, nos dentes, alterações na fala e na mastigação e ainda um maior número de gripes, sinusites, otites, faringites, rinites e crises de asma.

O projeto da Schering-Plough é composto por fóruns médicos em várias cidades do país e palestras em congressos médicos. O projeto foi iniciado em maio de 2001, com a inauguração do Centro do Respirador Bucal, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (UNIFESP/EPM). Em 2003 foram inaugurados vários Centros do Respirador Bucal, um deles na UNICAMP, em Campinas. Nestes centros, o paciente recebe diagnóstico e tratamento multidisciplinar com especialistas das seguintes áreas: otorrinolaringologia, pediatria, alergia, ortodontia e fonoaudiologia. Assim, em um apenas um período (manhã ou tarde) e no mesmo local, o paciente pode receber tratamento de vários especialistas. Esse projeto de educação é mais uma iniciativa da Schering-Plough, que confirma a vocação da empresa para a educação em saúde, tanto em projetos de prevenção de doenças para comunidades socialmente desfavorecidas*, quanto para a atualização técnica da classe médica.

As causas mais freqüentes da respiração bucal são amígdalas grandes, aumento das adenóides e rinite alérgica, causas corrigíveis com tratamento clínico ou cirúrgico. “Os mamíferos nasceram para respirar pelo nariz. O ar inspirado passa pela cavidade nasal, é filtrado, aquecido e umidificado antes de chegar aos pulmões. Por isso, o nariz serve para o olfato, mas também funciona como protetor das vias aéreas inferiores. Aqueles que não utilizam o nariz são obrigados a se adaptar. Mudam a posição da língua, deixam o lábio inferior afrouxar-se, projetam a cabeça para a frente”, explica o Dr. Luc Weckx, Professor Associado do Departamento de Otorrinolaringologia e Distúrbios da Comunicação Humana da UNIFESP/EPM, um dos coordenadores do projeto.

Os especialistas explicam que, com o tempo, estas adaptações de postura do paciente acabam levando a alterações da face (que fica mais alongada e estreita), a oclusão dos dentes de cima com os de baixo, além de modificar as funções das quais a boca participa como a mastigação e a fala. Para completar, quando não se usa o nariz, não se filtra o ar ambiente, o que propicia o aparecimento de um maior número de doenças.

Serviço: Em Curitiba, as palestras sobre o Respirador Bucal serão apresentadas pelos médicos Luc Weckx, Dirceu Solé e Marcos Mocellin.