As autoridades sanitárias da França haviam recebido os primeiros alertas anônimos sobre a má qualidade das próteses de silicone PIP em 1996, e desde então eram “ludibriadas” pelo proprietário da companhia, Jean-Claude Mas. O mea-culpa foi feito ontem, em Paris, pela direção da Agência Francesa de Segurança Sanitária dos Produtos de Saúde, que publicou o relatório sobre as investigações das fraudes envolvendo os implantes.

O relatório visava a explicar as falhas de fiscalização que haviam resultado no escândalo de saúde pública, mas acabaram resultando em mais críticas à direção dos órgãos ligados ao Ministério da Saúde do país.

O texto faz a cronologia dos acontecimentos, desde o início da produção pela PIP, em 1991, até o fechamento da empresa, em 2010. Segundo o documento, em agosto de 1996, a Direção dos Hospitais, subordinada ao ministério, recebeu cartas e fax anônimos que advertiam as instituições de que a PIP fraudava a fiscalização, fabricando produtos fora das especificações. Então uma investigação chegou a ser aberta pela procuradoria da cidade de Toulon. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE