Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), até 2005, possivelmente todos os casos de hanseníase – popularmente conhecida como lepra – terão sido eliminados no Paraná. Hoje esse número fica em torno de dois casos para cada grupo de 10 mil habitantes. No balanço apresentado pela secretaria, ano passado, eram 1,9 mil casos no Paraná, e desse total, 75% já foram solucionados com eficiência. Os demais pacientes continuam com o tratamento intensivo nas unidades de saúde de todo o Estado.

Esse panorama é diferente em alguns estados do Norte e Nordeste do País, que ainda não detectaram os números reais de casos. Para diminuir radicalmente a incidência da doença, o Ministério da Saúde (MS) lançou ontem o Plano Nacional de Eliminação da Hanseníase, em Rio Branco, no Acre. Para ser considerada eliminada, de acordo com o Ministério da Saúde, é necessário reduzir o índice da doença em pelo menos um caso para cada grupo de 10 mil pessoas. Hoje, o Brasil apresenta uma média de 20 casos para cada grupo de 10 mil habitantes.

A principal manobra é identificar os novos casos e facilitar o acesso ao tratamento. Para isso, foram estabelecidas metas de detecção da doença de 51,4 mil casos neste ano e mais 53,4 mil outros casos em 2005. O tratamento é gratuito e feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“O problema ainda existe nas regiões mais distantes dos grandes centros, e essa campanha deve cumprir seu objetivo, que é detectar os casos, para depois tratá-los. Aqui nós estamos combatendo essa doença há bastante tempo e, por isso, os casos já são bem menores”, diz Rosana Ribeiro dos Santos, coordenadora do programa de combate à hanseníase da Sesa.

Sintomas

A presença de manchas esbranquiçadas ou avermelhadas e a falta de sensibilidade são os principais sintomas dessa doença, que deve ser detectada no estágio inicial para que o tratamento seja mais eficiente. Os medicamentos são gratuitos e estão sendo distribuídos nas unidades de saúde de todo o Estado, conta Rosana. “A divulgação da doença para acabar com o estigma que ela tem está sendo essencial. A discriminação com os doentes era enorme e, hoje, graças à informação, isso tem mudado. A doença tem tratamento e esperamos que seja eliminada em todo o País”, completa.