nutricao03160108.jpgA alimentação saudável deve ser uma preocupação natural em todas as estações, mas o clima quente do verão exige cuidados extras, para evitar mal-estar e intoxicações alimentares. De acordo com nutricionistas, o principal cuidado que deve ser verificado é a ingestão de líquidos em abundância para repor as perdas com a transpiração. Apesar de as temperaturas elevadas provocarem certa inibição da fome, as pessoas devem tomar cuidado com os petiscos e sobremesas, geralmente muito calóricos e de difícil digestão por causa do elevado teor de gorduras.

Uma alternativa para contornar a falta de apetite seria o consumo de alimentos de fácil digestão, como as saladas, enriquecidas com alimentos ricos em carboidratos, como batatas e macarrão, além de proteínas, como peixes e ovos. Dessa forma obtém-se uma opção de refeição de fácil digestão e nutricionalmente equilibrada. A nutricionista Márcia de Lourdes Francischini comenta que esses alimentos mantêm um equilíbrio entre os nutrientes e supre as quantidades necessárias ao dia. ?A alimentação diária deve ser constituída de três refeições principais (café-da- manhã, almoço e jantar), intercaladas com dois ou três pequenos lanches nos intervalos, evitando-se as frituras e alimentos muito gordurosos?, sugere, orientando aos veranistas para que sempre tenham uma fruta a mão quando a fome bater.

nutricao02160108.jpgAo contrário do que acontece no inverno, a temperatura elevada auxilia na manutenção da temperatura interna. No frio, as pessoas tendem a sentir mais fome, pois há uma maior necessidade de armazenar calor. ?Não podemos ignorar a interferência do clima no comportamento das pessoas e, conseqüentemente, na alimentação?, destaca Anelise Rízzolo, nutricionista e consultora técnica de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde.

Riscos de contaminação

Comidas pesadas e calóricas no verão, como feijoada, por exemplo, podem levar à produção excessiva de calor no corpo, causando um mal-estar generalizado. ?As pessoas podem sentir mais cansaço, indisposição para atividades físicas e enjôo. Os alimentos gordurosos, como frituras, sobrecarregam mais o indivíduo e o organismo passa a ter uma digestão mais lenta?, explica a coordenadora.

nutricao01160108.jpgAs ocorrências de intoxicações alimentares tendem a se acentuar no calor. A temperatura alta pode predispor à deterioração acelerada dos alimentos quando não acondicionados adequadamente, principalmente os que requerem refrigeração. Por isso, na praia, o ideal é que se evite o consumo de alimentos de quiosques que não tenham infra-estrutura adequada e os vendidos por ambulantes.

?Para ser considerado um alimento seguro para o consumo, é necessário que esteja em boas condições de armazenamento?, adverte Anelise. Uma forma de prevenir intoxicações é verificar se a manipulação dos alimentos nos quiosques é feita de forma cuidadosa. É grande o risco de contaminação por coliformes fecais, pois nem todas as pessoas que trabalham com alimentação se preocupam em lavar as mãos adequadamente antes de preparar o alimento.

nutricao04160108.jpgA nutricionista Angélica de Oliveira recomenda ainda um cuidado maior com a hidratação das crianças e idosos. ?Deve-se oferecer água em pequenos volumes, fresca, em uma temperatura agradável, mesmo que a criança não peça?, orienta. Quanto à quantidade, a especialista sugere o consumo de, pelo menos, quatro copos de água por dia. Outra dica importante é tentar fazer com que as crianças consumam sucos naturais no lugar de refrigerantes. Conforme a nutricionista, para uma melhor hidratação, as melhores fontes são a água, os sucos naturais de frutas e vegetais frescos, os chás e a água de coco.

Para evitar transtornos

* Beba muita água. Sucos naturais e água de coco também são boas opções

* Prepare os alimentos o mais próximo possível do horário de consumo

* Mantenha os alimentos e bebidas bem refrigerados

* Observe o prazo de validade dos alimentos

* Substitua frituras por alimentos assados

* Queijos amarelos podem ser trocados por queijos brancos

* Verifique e reclame às autoridades sanitárias de más condições de higiene observadas em quiosques, bares e restaurantes

* Não consuma alimentos expostos em más condições de higiene