Os hospitais estão usando a criatividade para combater a infecção hospitalar, incentivando desde a simples lavagem das mãos até a realização de concursos e uso de câmeras. Os últimos dados do Ministério da Saúde, de 1995, apontavam que a média brasileira de infecção era de 13%. Hoje, o MS divulgará novos dados.

O Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, é um dos que têm se desdobrado para controlar o problema. Com todas as suas ações conseguiu reduzir a taxa global de infecções para 2,8%, dentro dos padrões internacionais para atendimento pediátrico de alta complexidade.

A implantação de um sistema de vídeo na UTI da cardiologia colaborou para esse índice. A medida permitiu que o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) fizesse o monitoramento em tempo real do trabalho dos profissionais, sendo possível detectar problemas e intervir se necessário. No ano passado houve redução de 46,6%, comparada com o período anterior.

Outra iniciativa foi a realização do concurso: “Transforme a sua idéia em ação e ajude a prevenir a infecção”. A idéia vencedora do ano passado já está disseminada: a implantação de saboneteiras contendo álcool gel, em todas as enfermarias. Antes, o procedimento era restrito às UTIs.

A idéia premiada deste ano é a criação de uma comissão formada por representantes de todos os setores do hospital, para fazer uma ponte entre a SCIH e os demais funcionários.