Sérgio Bizinelli apresenta o plasma
de argônio, para endoscopia digestiva.

A partir de agora, parte dos pacientes do Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) portadores de lesões do aparelho digestivo poderão ser tratados com auxílio do plasma de argônio, inaugurado ontem, em Curitiba. O equipamento, de fabricação nacional, é um dos primeiros no Paraná e o único existente em hospital público no Estado.

Adquirido com recursos provenientes de doações de laboratórios, o plasma gerou um custo de cerca de R$ 55 mil ao HC e, nos próximos três meses, deve beneficiar entre 45 e 60 pacientes. No futuro, a expectativa é de que a demanda passe a ser superior.

Segundo o chefe do Serviço de Endoscopia Digestiva do HC, Sérgio Bizinelli, o equipamento é acoplado ao sistema de videoendoscopia, que identifica lesões digestivas pré-cancerosas como esôfago de barret, dilatações venosas do cólon, hemorragias altas e baixas, entre outras. “O plasma promove queimadura térmica das lesões, curando-as. As sessões com o equipamento duram entre dez minutos e meia hora. O número de sessões depende do tipo de lesão e de sua extensão”, explica Sérgio. “O equipamento é mais uma técnica de ponta que vem auxiliar no tratamento gastrointestinal.”

O médico esclarece que o tratamento por meio do equipamento pode ser feito tanto em adultos quanto em crianças. Dependendo da patologia, pode inclusive evitar que o paciente tenha que ser submetido à cirurgia. “Como o HC é o primeiro hospital público a utilizar o plasma, vamos realizar estudo protocolado de todos os pacientes. Isso significa que vamos fazer protocolos dos casos de todas as pessoas atendidas para, no futuro, podermos repassar nossos conhecimentos a outras entidades e profissionais que ainda não trabalhem com o equipamento”, finaliza.