Com o aumento do consumo de bebidas, aumentam também os números de acidentes de trânsito.

O Carnaval é uma época de diversão para muitos e trabalho dobrado para alguns. O coordenador do serviço de ortopedia do pronto-socorro do hospital VITA Curitiba, Bruno Moura, afirma que, nessa época, o movimento de pacientes chega a ser cinco vezes maior, devido aos acidentes de trânsito (que aumentam com o consumo de bebidas alcoólicas) e lesões de todos os níveis ? principalmente nos membros inferiores.

Uma medida bastante simples, que pode evitar maiores incômodos, é a escolha do calçado para a folia. Moura aconselha o uso de calçados confortáveis, de sola macia ? de preferência um tênis. ?O salto alto aumenta os riscos de lesões nos pés e tornozelo, além de cansar mais o folião, provocando dores musculares na perna", lembra o ortopedista.

Outro cuidado importante é o solo onde vai pular. ?Terrenos irregulares, como a areia, exigem maior esforço físico e aumentam o risco de torções?, adverte Moura. O ideal é dançar na rua ou, ainda, em salões.

O ortopedista Mário Namba lembra que dançar é uma atividade física e, para tanto, deve-se estar acostumado a praticá-la freqüentemente. "Se o folião não está habituado a fazer exercícios físicos e abusa da dança durante o feriado, pode se machucar", adverte. O conselho é que se faça tudo moderadamente, mas, caso as articulações (principalmente joelho e tornozelos) comecem a doer, o ideal é descansar um pouco. "Deve-se sentar com os membros elevados e, se o local estiver inchado, uma compressa gelada ajuda", orienta.

Para aqueles que já sofreram traumas no joelho ou tornozelo, é importante conversar com o médico antes de sair atrás dos blocos de rua. ?Se a articulação está dolorida, inchada ou se houve redução do movimento, o ideal é evitar a dança durante o Carnaval?, indica Namba. ?Para quem nunca teve lesões desse tipo, um alongamento, principalmente nos membros inferiores, e moderação são medidas simples para não voltar para casa com problemas?, conclui o ortopedista.