Muitas pessoas vêem o mergulho como um hobby, um esporte ou até mesmo um lazer. Mas para muitos executivos, o mergulho também vem se tornando um forte aliado no combate ao estresse acumulado no dia-a-dia. Segundo o Dr. Ricardo Vivácqua, especialista em medicina do esporte, trata-se de uma excelente atividade de lazer e bem estar, que dilui ou pelo menos minimiza bastante os efeitos do estresse. Segundo outros especialistas, outras virtudes da prática do mergulho são o desenvolvimento do espírito de equipe e o aumento de capacidade de enfrentamento de desafios e situações inusitadas.

O diretor da Sita para a América Latina e Caribe José Ricardo Braga Soares percebeu na prática como isso é verdadeiro. “O mergulho é como uma terapia. Depois do estresse da semana, a perspectiva de mergulhar já me deixa bem”, conta. A Gerente de Produtos da Loreal Laura Barros concorda. “Definitivamente, mergulhar diminuiu meu estresse. Depois de um mergulho, sinto-me revigorada, é como dar um boot e começar tudo de novo, com o humor renovado”. E acrescenta: “As pessoas que trabalham comigo sabem quando eu mergulho sem que eu precise dizer nada.”

Assim como Laura e José Ricardo, muitas pessoas começam a mergulhar por acaso, seja porque um amigo já mergulha ou porque teve contato com a atividade durante uma viagem de férias. José Ricardo teve sua primeira experiência em um “batismo” em Cancún. Segundo ele, o que o atraiu no mergulho foi o fato de não haver competição. “O que existe é a eterna busca do aperfeiçoamento”, diz. Motivado, o executivo resolveu fazer, em maio de 2002, um curso na Escola de Mergulho X Divers, do Rio de Janeiro, considerada uma das melhores do país. Hoje, mergulhar faz parte de sua vida. “Com a prática, você ganha confiança e aumenta a capacidade técnica, o que permite aproveitar mais cada mergulho”.

Já Laura começou a mergulhar quando um amigo de faculdade lhe indicou uma escola confiável e certificada. “Ele havia feito o curso e adorou. Juntei uma turma de oito amigos e fui conferir. Daí em diante não parei mais. O mergulho é quase como uma droga de efeitos benéficos, que dá uma enorme paz de espírito, um barato muito gostoso. Você acaba ficando viciado e procurando mais cursos de aperfeiçoamento, mais saídas, mais viagens”. Laura conta ainda que hoje, em quase todas as férias, opta por viagens de mergulho no Brasil e exterior.

Além de funcionar como “terapia”, aliviar o estresse e trazer benefícios para a forma física – em uma hora de mergulho, pode-se perder até 1.000 calorias ?, a atividade também é uma ótima forma de se fazer amigos. José Ricardo admite que, apesar de ser uma pessoa “sociável”, não estava tendo tempo para se reunir com os amigos. “Devido à minha vida profissional, com uma rotina intensa de viagens de serviço e um dia-a-dia fatigante, acabei reduzindo muito o meu circulo de amizades, o que acabou prejudicando minha vida social. O mergulho chegou em ótima hora, reativando velhas e criando novas amizades”. Laura também acha que o mergulho acabou se tornando um meio de fazer social. “Conheci inúmeras pessoas legais e fiz bons amigos”, diz.

Definitivamente, “mergulhar é bem mais do que ver peixinhos coloridos e outros animais marinhos exóticos”, e sim entrar em contato com um mundo até então desconhecido, descobrir novas sensações, curtir outros prazeres. Estima-se que existam cerca de cinco milhões de mergulhadores ativos em todo o mundo, e que cerca de 900 mil novos mergulhadores sejam certificados a cada ano. No início, os praticantes do mergulho eram, em sua maioria, homens e jovens. Atualmente, ele é praticado por pessoas de todas as idades e de ambos os sexos.

Qualquer pessoa pode desfrutar da atividade. Os cursos disponibilizam todo o material durante as primeiras aulas e, depois, é possível alugar o equipamento nas operadoras. Para mergulhar em lugares paradisíacos, também não é necessário juntar dinheiro para ir a Cancún. Principalmente no Sudeste e no Nordeste, há ótimos “points” de mergulho. Um deles é Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A cidade é conhecida como a “Capital do Mergulho” por suas águas transparentes, que chegam em média a 18 metros de visibilidade, e pela vasta vida marinha.

Para quem ainda tem dúvidas ou receios, Laura dá mais um bom motivo para se mudar de idéia: “Depois de uma semana agitada, passar um final de semana com uma turma de alto astral, em um barco, em contato direto com a natureza já é bom. Mas o melhor de tudo é ficar debaixo d?água, flutuando, descobrindo um novo mundo, em uma calma extrema, sem celular tocando!”