As mulheres que utilizam implantes mamários fabricados pela empresa francesa Poly Implants Protheses (PIP) não estão obrigadas a substituir o produto, mas devem procurar seus médicos. Quem sublinha a recomendação é John Arnstein, diretor comercial da EMI, responsável pela importação da prótese. Ele afirma que a decisão do governo francês, divulgada na semana passada, de custear as cirurgias para remoção do implante, não encontrou respaldo nos demais países, até mesmo no Brasil. “Basta ler a nota da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre o tema”, pondera Arnstein.

O texto da agência brasileira afirma que as pacientes que receberam o implante devem procurar seus médicos e, caso não façam isso, os próprios profissionais de saúde devem entrar em contato com as pacientes. Os eventos adversos relacionados ao produto também precisam ser comunicados à Anvisa, bem como sua remoção cirúrgica.

Na avaliação de Arnstein, não há motivo para pânico. Basta procurar um médico para verificar o estado atual da prótese.E cita o exemplo da Agência Regulatória de Remédios e Produtos em Saúde (MHRA, na sigla em inglês), responsável pela vigilância sanitária na Inglaterra. Em nota, a MHRA afirmou que as evidências disponíveis até agora apontam que os riscos de uma cirurgia para remoção e substituição do implante são maiores que os benefícios.

Equipe AE