Quanto maior o sucesso profissional da mulher que segue o estilo masculino de liderança, mais atacada pelas mulheres ela tenderá a ser. A conclusão é da feminista e psicóloga Phyllis Chesler, baseada em vinte anos de pesquisas. No livro “A desumanidade, de mulher para mulher”, Phyllis reúne dezenas de fontes para provar que, por razões primitivas e culturais, a mulher reproduz inconscientemente os padrões sociais que exigem do sexo feminino a submissão e a humildade.

A origem disto estaria na ligação mãe-filha. A maioria das mulheres, diz a psicóloga, se sente como filha por toda vida e tende a olhar outras mulheres como criaturas que revivem as imagens da mãe. Que podem ser três: benevolente, porque é a provedora inesgotável; ausente, porque na verdade não é infalível; e ameaçadora, porque se sente culpada pelo desejo infantil de se apropriar violentamente da mãe e porque a mãe tem outros interesses, o principal deles um homem.

Phyllis se vale de estudos da agressividade feminina, como o da antropóloga Victoria Burbank, que diz que as mulheres miram sobretudo outras mulheres para agredir.

“Quero que seja reconhecido que temos um lado sombrio”, diz Phyllis.

Para a psicanalista Marcia Wanderley, a relação entre duas mulheres terá sempre como origem sentimentos vividos na infância com suas mães. “Quando a menina não consegue superar as vivências com uma mãe ameaçadora, que não lhe deu o afeto, a atenção ou algo mais, carregará esse ressentimento para a vida adulta e o relacionamento com outras mulheres será marcado por ódio e rivalidade”, diz.

A psicóloga Margareth de Mello Ferreira dos Reis diz que a mulher não alcançou os objetivos do feminismo, de estar lado a lado com o homem, dividindo postos de comando e até na divisão de tarefas domésticas. “As mulheres ainda não levaram em conta que o feminismo não é uma batalha, mas sim um esforço conjunto para harmonizar a ação entre homens e mulheres”.

Histórias de crueldade

Dar um sumiço em objetos de estima, infernizar a vida do ex-marido e chantagear um pretendente só para não vê-lo nos braços de outra são algumas maldades praticadas pelas mulheres no dia-a-dia. E o pior: muitas vezes, com a melhor amiga ou com a irmã. A advogada Dora sofreu na pele um caso assim. Teve as jóias penhoradas pela irmã sem a sua autorização. Já a comerciante Carla perdeu o marido para a ex-melhor amiga. “Eu sabia que a Deisy era uma sanguessuga que se abastecia da minha fraqueza. Me casei e ela continuou freqüentando minha casa. Descobri que meu marido estava dormindo com ela”, conta Carla.

Já Mariana foi perseguida por uma professora. Apesar de colecionar boas notas em todas as disciplinas no curso universitário de psicologia, ela teve a formatura atrasada porque uma professora se recusava a aprová-la. “A monitora do curso chegou a dizer que o problema era pessoal. A professora me dizia: ‘Não adianta fazer a prova porque você não vai passar’ – diz Mariana, que hoje dá cursos de psicologia e artes.

Helen Cristina, de 30 anos, e sua irmã, Fabiana, de 27, sobreviveram às intrigas da adolescência. “Uma fita cassete sumiu e eu procurei por anos. Minha irmã acusou a empregada de furto. Descobri a verdade quando peguei uma fita dela e percebi, no final, que era a antiga fita com outras músicas gravadas por cima”, relata Helen.

Fabiana se defende. “Nunca chegamos a disputar namorados, por exemplo. De vez em quando eu pegava uma roupa ou bijuteria no armário dela, mas tinha o azar de encontrá-la e a gente brigava de arrancar os cabelos”.

As irmãs Raquel e Luciana souberam administrar interesses comuns. “Sempre fomos cúmplices e uma chegava a abrir mão do namoro para não magoar a outra. Vi que as pessoas gostam de alimentar histórias quando viajei para a Itália e disseram que ela tinha um caso com meu marido”, diz Raquel.

Luiza aprendeu na prática o quanto custa uma mulher magoada. “Comecei a namorar um cara e ele mentiu que estava separado. Na verdade, estava em processo de separação e a esposa dele tinha ido para a casa da família, em outra cidade. Cheguei a dormir na casa dele durante alguns dias. Quando a mulher voltou e viu minhas coisas no quarto que ainda era dela, rasgou todas as minhas roupas, arrancou botões, jogou fora meus produtos de beleza, de pura vingança”.

Célia teve que enfrentar a ex-namorada do marido, que não admitia tê-lo perdido para ela. “Quando voltamos da lua-de-mel ela ligou para minha casa de madrugada, dizendo que estava grávida do meu marido e pedindo que ele fosse buscá-la para levar ao médico, porque estava passando mal e não queria perder o bebê”, lembra. Nesse caso, Célia diz que foi firme. “Apostei que era armação, porque sabia que ela era mentirosa e não se conformava de tê-lo perdido para mim. Simplesmente desliguei o telefone. Depois, ela espalhou para todos os amigos que tinha sofrido um aborto espontâneo, mas tenho certeza que nem grávida estava”, finaliza.

“A mulher rejeita o poder feminino”













Phyllis Chesler:
a mulher é má.

Ativista dos direitos da mulher e PhD em psicologia, a americana Phyllis Chesler diz que as mulheres são tão cruéis quanto os homens, mas evitam a agressividade direta.

“Apesar de as mulheres tenderem a ser mais liberais nos EUA, elas não gostam de mulheres que tenham estilo masculino, inveja e ciúmes. Acham que a mulher boa, que lidera de um jeito feminino, não pode se comportar como homem. As mulheres preferem mulheres humildes, modestas, que não gritam e são maternalmente pacientes. Elas se sentem bem com mulheres que se comportam como mães. Um estudo trata do modo como mulheres se comportam como integrantes de um júri penal. Nos EUA promotores já recusam júris femininos em casos de estupro, porque elas tendem a acreditar que a mulher que acusa é maluca, está mentindo ou queria ser estuprada. As juízas também são mais cruéis com mulheres que agridem e matam em autodefesa.”

A escolha certa para sua pele

Como escolher o sabonete ideal? No momento da compra, o consumidor, muitas vezes, leva em consideração o preço, o cheirinho gostoso ou a embalagem atraente, deixando de lado as características da sua pele, formulação e qualidade do produto.

Para evitar que a pele do rosto fique ressecada é bom usar sabonetes adequados a cada tipo de pele. Existem produtos específicos para peles secas, oleosas e normais. Há ainda aqueles que são utilizados no tratamento de problemas como seborréia e acne.

Tipos de pele

A pele oleosa é mais comum entre os 15 e 35 anos de idade, é brilhante, espessa, com tendência a cravos e espinhas. Apresenta poros dilatados e visíveis, em geral obstruídos pela grande atividade das glândulas sebáceas. Tem poucas rugas, porém profundas, e seu aspecto é brilhante, principalmente na Zona T (testa, nariz e queixo).

A pele normal tem aspecto sedoso, com poros fechados e sem cravos. A pele mista tem aspecto oleoso na Zona T, enquanto as outras áreas do rosto apresentam pele normal, ou até mesmo ressecada. Na pele madura, sinais de tempo como linhas, rugas, falta de elasticidade e brilho estão presentes. Sensível é a cútis que apresenta irritação, vermelhidão, coceiras e sofre processos alérgicos.

A médica Denise Stella Fagundes, do laboratório Stiefel, alerta que algumas pessoas têm processos alérgicos ou ressecamento de pele do rosto com o uso dos sabonetes convencionais. Neste caso, a pele sensível deve ser tratada com sabonetes de propriedade hidratante, como o Oilatum e o Hidrafil.

Pessoas com pele oleosa podem utilizar sabonetes que possuem ácido salicílico e enxofre como princípios ativos. É o caso do Sastid e do AcneSoap. Estes produtos também são indicados para as peles extremamente oleosas e em sua preparação para o tratamento da acne.

Banho

A indústria Palmolive está lançando a nova embalagem da linha de sabonetes Naturals, que protegem o corpo do ressecamento. Vale lembrar que as baixas temperaturas do inverno e o uso de banhos muito quentes e prolongados agridem e retiram o manto hidrolipídico natural da pele. Para mantê-la hidratada, vale evitar a água muito quente e usar sabonetes com alto poder de hidratação.

Os sabonetes Palmolive Naturals têm ingredientes naturais e o Complexo Retenção de Hidratação. São quatro versões: com folha de oliva, extrato de camomila, de amêndoas e de íris.

Truques

Novidade

A linha de produtos para penteados Tecni.art, da L’Oréal Professionel, ganha novas embalagens e produtos. A renovação da marca inclui a divisão de produtos por finalidade e resultado. Assim, na “família” batizada de Air, os produtos garantem leveza de movimentos aos fios. Em Gloss, encontram-se os produtos destinados a dar brilho; os Fix dão estrutura; em Volume estão as formulações que dão ou retiram o volume dos cabelos, permitindo controle total sobre os fios. A linha Tecni.art é exclusiva para salões de beleza.

Presente

Como manter a pele linda e jovem por mais tempo? A revista Claudia deste mês responde ao desafio presenteando as leitoras com um suplemento exclusivo sobre o assunto. Claudia Pele é um verdadeiro guia sobre os problemas e as soluções, incluindo análises sobre os produtos e cirurgias plásticas.

Se você acredita em orações, procure conhecer “O Livro das Orações Milagrosas”, que reúne as mais belas orações da devoção popular e curiosidades sobre diversos santos. Foi escrito pela jornalista Regina Maria Azevedo, que reuniu mais de 50 orações dos santos mais conhecidos, e publicado pela editora Outras Palavras. Há todo um capítulo dedicado para Nossa Senhora, com orações à Virgem Maria.

Para dançar

Para quem gosta de boa música: a banda Soulution, que acaba de lançar um CD, se apresenta amanhã no John Bull Pub e sexta-feira no Vilarigno Café Concerto. São shows que não deixam ninguém parado: a big band curitibana faz todo mundo dançar ao som de clássicos da música soul e funk. Em julho, os onze integrantes da Soulution partem para uma turnê nacional, começando por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.