Dados do IBGE apontam que 40% dos lares brasileiros são mantidos pelas mulheres. Elas estão ocupando postos de trabalho cada vez mais altos ? o que exige mais tempo e dedicação à profissão. O número de mulheres donas de seu próprio negócio na região metropolitana de São Paulo cresceu 102,9% de 1989 a 2001. As mulheres empregadoras já são 26,3% do total dos empresários, de acordo com a Fundação Seade. Não bastassem os compromissos profissionais, que as obrigam a adiar projetos pessoais e inclusive a maternidade, as mudanças nos relacionamentos entre os casais têm levado um número maior de mulheres a deixar para ter filhos numa fase mais madura e estável financeiramente, perto dos 40 anos. O pico da fertilidade na mulher se dá entre 15 e 25 anos. Após os 35, reduzem-se as chances de gravidez e, após os 40, a fertilidade cai pela metade. Para o médico radiologista Mário d?Ávilla, da URP Diagnósticos Médicos, especialista na investigação de causas de infertilidade através de diagnósticos por imagem, ?há vinte anos, a faixa etária da mulher que se submetia aos exames se situava entre 20 e 30 anos. Hoje, 90% dos exames são feitos em pacientes entre 32 e 45 anos. Nota-se que a opção pela maternidade tem sido deixada para depois da estabilização profissional, o que pode ser frustrante para a mulher, na medida em que ela poderá encontrar maior dificuldade para engravidar?.