As visitas anuais ao médico oftalmologista, independente da idade do paciente, é de fundamental importância à conservação da saúde ocular. A informação é da oftalmologista e presidente da Associação Paranaense de Oftalmologia, Tânia Schaefer.

Segundo ela, consultas periódicas podem detectar a presença de pequenos problemas visuais, normalmente não percebidos por seus portadores, mas capazes de gerar dores de cabeça, desconfortos e mesmo baixa produtividade nos estudos e trabalho. Entre os pequenos problemas de visão estão vícios de refração, como baixos graus de miopia, hipermetropia e astigmatismo, e insuficiência de convergência, que acontece quando os músculos dos olhos não trabalham de forma sincronizada e, por alguns poucos segundos, geram imagens borradas.

“Muitas vezes a pessoa sente dor de cabeça e desconforto, mas não associa isso a problemas de visão”, comenta Tânia. “Entretanto, eles podem gerar uma série de prejuízos. Crianças que possuem alguma alteração visual podem se desinteressar pelos estudos, adolescentes podem fazer escolhas profissionais inadequadas por excluírem de suas vidas algumas atividades, como a leitura, e adultos podem ter a vida profissional bastante prejudicada.”

Outro problema que pode ser identificado com as visitas anuais é o glaucoma, identificado pela medição da pressão intra-ocular. O problema é causado por uma alteração no nervo óptico, gerando perda progressiva do campo visual. “O glaucoma é uma doença traiçoeira e que não apresenta sintomas, podendo levar à cegueira. Por isso, a importância das consultas periódicas”, afirma a médica.

Em alguns casos de glaucoma não é caracterizado o aumento da pressão intra-ocular. Novamente, o problema não é sentido em estado racional pelo paciente e só pode ser identificado por um profissional.