Além de ter o prato repleto de verduras e legumes, ter mais refeições em família pode ser o segredo para prevenir a obesidade infantil, de acordo com estudo feito pela Universidade Harokopio, na Grécia. Segundo os especialistas, a análise de mais de mil crianças mostrou que aquelas que comiam à mesa com os pais e consumiam mais vegetais eram mais saudáveis do que as crianças que não tinham esses hábitos alimentares.

O estudo recentemente publicado no Journal of Pediatrics contou com a análise de dados de crianças com idades entre nove e treze anos. Assim, os pesquisadores puderam observar que as famílias que normalmente preparavam o almoço e o jantar – ao invés de investirem em lanches nessas refeições – eram mais propensas a terem maior ingestão de vegetais e de terem seus filhos à mesa durante as refeições. E esse padrão alimentar foi associado à crianças com um menor índice de massa corporal (medida do peso em relação à altura), menor circunferência da cintura e menos gordura corporal. Os outros quatro padrões identificados foram: “alimentação desregrada, consumo de fast food e alimentos açucarados e estilo de vida sedentário”; “alimentação rica em fibras”; “café da manhã constante”, e “exercícios físicos, consumo de frutas e vegetais”. Porém, esses padrões não tiveram efeitos positivos nesse sentido.

De acordo com os pesquisadores, ainda não está claro porque apenas o padrão “refeições familiares/ vegetais” foi associado a um menor peso das crianças. Entretanto, eles destacam que os hábitos de se ter refeições em família e de cozinhar pode significar que as crianças tenham maior adesão à tradicional dieta mediterrânea – rica em vegetais, azeite de oliva, grãos integrais e peixes. Apesar de as crianças do estudo terem sido avaliadas uma única vez, os pesquisadores destacam que esse padrão alimentar pode ser uma “potencial abordagem preventiva” para combater a obesidade infantil. 
Para combater à obesidade infantil

 Além de se sentar à mesa com seu filho para fazer as refeições, pequena hábitos podem ajudá-lo a se alimentar de maneira mais saudável. Confira as dicas abaixo da nutricionista Roberta Stella, do Dieta e Saúde.

– Prato do tamanho certo: durante o crescimento do bebê, é normal observar mudanças na quantidade de alimentos ingerida. No primeiro ano de vida, a criança apresenta um rápido desenvolvimento. Após completar um ano, a velocidade de crescimento diminui e, consequentemente, a quantidade de alimentos ingerida tende a ser menor. Por isso, não vale ficar preocupada se o seu filho começa a ingerir menos alimentos do que você espera.

– Horários regrados: se o almoço na sua casa é ao meio-dia, nem pense em dar uma mamadeira para a criança perto desse horário. Claro que o apetite vai sumir. As refeições realizadas junto à família incentivam a criança a comer e despertam o apetite dela para alimentos diferentes. Por isso, é importante incluir sempre sabores novos no cardápio e experimentá-los na companhia do seu filho.

– Dê exemplo: os hábitos alimentares da família servem de exemplo para a criança. Se as pessoas ao redor consomem refrigerantes, frituras, salgadinhos e, oferecem à criança frutas, sucos e legumes, certamente, ela terá mais resistência para aceitar esses alimentos que não são hábitos da família.

– Espante a preguiça: parece loucura, mas algumas crianças têm preguiça de comer. Entretidas com outras atividades, elas não sentem a menor vontade de interromper a brincadeira para exercitar a mastigação ainda mais quando o prato está muito cheio e o tempo perdido pode ser grande. Para ajudar nesse problema é ideal usar o aumento gradual na quantidade de comida e gratificações logo após as refeições. Brincadeiras também são bem vindas.

– Cozinhem juntos: prepare o menu com a ajuda da criança. Peça sugestões para ela, mas não deixe de direcionar o cardápio. Use a oportunidade para mostrar a importância balancear as refeições, consumir alimentos saudáveis e restringir aqueles mais calóricos e com menor qualidade nutricional.