Ser magro prolonga a existência em uma média de 18%, por isso comer alimentos leves e ter uma dieta equilibrada, além de permitir uma boa forma física, ajuda indiretamente a viver mais.

Segundo uma pesquisa americana publicada na revista “Science”, para viver mais é decisivo pesar menos. A prova científica foi obtida pela Universidade de Harvard, a partir da manipulação de um grupo de ratos magros, pois suas células adiposas careciam do receptor da insulina.

As cobaias se chamam Firko (Fat-specific insulin receptor knockout) e evitam até os acúmulos de gordura que se formam com o passar dos anos, sem as alterações do metabolismo típicas do envelhecimento.

Todos os estudos sobre a longevidade até agora realizados em organismos mais simples haviam indicado que uma baixa ingestão de calorias incrementa as possibilidades de viver mais. Agora, os ratos Firko mostraram que o segredo reside, essencialmente, na magreza.

Os pesquisadores, liderados por Matthias Bluher, disseram que “o mecanismo exato dessa ligação requer novos estudos”.

Se no futuro um mecanismo análogo se demonstrar também no homem, se terá um instrumento a mais para buscar a longevidade (em relação a uma vida de 75 ou 80 anos, significaria ganhar uma média de 13 ou 15 anos) e sem os problemas do metabolismo ligados à idade avançada.

Essa geração de ratos geneticamente modificados foi criada junto a um grupo de roedores normais, em um ambiente controlado, protegidos do risco de infecções, com um ciclo dia-noite no qual comiam e bebiam à vontade.

Os dois grupos seguiram o mesmo ritmo de crescimento durante oito semanas. Aos três meses, os Firko pesavam entre 15% e 25% a menos que os comuns e, no curso de sua vida, mantiveram a massa de gordura inferior à metade, apesar de ingeriram com freqüência cerca de 50% a mais de alimento.

Passados dois anos e meio (período semelhante à vida média de um rato), só a metade das cobaias normais ainda vivia. No mesmo período, estavam vivos 80% dos Firko, tanto machos como fêmeas.

No total, os ratos modificados geneticamente viveram cerca de cinco meses a mais. O mais longevo atingiu 3,4 anos.