A tecnologia auxilia cada vez mais a medicina quando o assunto é o diagnóstico preciso de doenças. Com o objetivo de detectar com a máxima precisão alterações de cabeça e pescoço, o Hospital Erasto Gaertner está encaminhando pacientes para realizar exames na Clínica Radiocenter, a primeira de Curitiba a dispor do tomógrafo Cone Beam I-CAT ? um equipamento de última geração capaz de detalhar em três dimensões o tecido ósseo.

Importado dos Estados Unidos, o tomógrafo proporciona imagens com alta resolução e doses reduzidas de radiação. De acordo com Dr.  Laurindo Moacir Sassi, chefe do serviço de cirurgia buco-maxilo-facial do Hospital Erasto Gaertner, o tomógrafo tem auxiliado no diagnóstico precoce de tumores ósseos, fornecendo imagens com precisão e fidelidade. ?Isto facilitou muito o planejamento de cirurgias e reconstrução imediata  com enxertos microvascularizados de fíbula e outros  enxertos  ósseos para  reconstrução dos ossos da face?, explica.

Dr. Sassi conta que muitos pacientes do Hospital ? que é referência no tratamento de câncer ? vêm sendo encaminhados para realizar exames com o novo tomógrafo. ?O Cone Beam I-CAT veio para ficar. Ele é um divisor de águas e acredito no sucesso de mais esta parceria em prol dos pacientes?, completa.

O tomógrafo está em funcionamento na Clínica Radiocenter desde abril e tem auxiliado principalmente dentistas, cirurgiões de cabeça e pescoço e otorrinolaringologistas no diagnóstico das mais variadas alterações ósseas de cabeça e pescoço. De acordo com a diretora da Clínica e especialista em Radiologia Odontológica e Imaginologia, Dra. Paula de Moura, o Cone Beam i-CAT proporciona um alto grau de detalhamento.

Além disso, os resultados não apresentam distorções de imagem, como acontece em exames convencionais. ?O equipamento detecta anomalias que causam doenças como apnéia obstrutiva do sono, ATM (articulação temporomandibular), cefaléia (dor de cabeça), câncer bucal, problemas dentários, entre outros. Além de oferecer todo auxílio para implantodontia e demais áreas da odontologia?, afirma.

O resultado dos exames é entregue em papel fotográfico colorido, com cortes transversais em tamanho real, o que facilita o trabalho do profissional ao planejar o tratamento pelo qual o paciente deve passar após o diagnóstico. ?Além disso, é importante ressaltar que o exame não deve ser feito apenas em casos de cirurgia ou implantes. Vários outros casos podem ser visualizados?, argumenta Dra. Paula.

Foi o que aconteceu com a odontopediatra Karla Ceci Silva, que teve um diagnóstico prévio de labirintite e depois descobriu que tinha uma maloclusão (mordida cruzada, devido a uma disfunção de bases ósseas articulares). ?Eu sentia dor de cabeça, tontura e zumbido no ouvido e procurei um neurologista. Só depois que fiz o exame com esse novo tomógrafo é que foi constatada a disfunção óssea que motivava os problemas?, explica a paciente, que já iniciou tratamento.