Foto: Lucimar do Carmo/O Estado

Doença é mais comum entre crianças e adolescentes.

A próxima vacina de rotina que deve entrar no Programa Nacional de Imunização pode ser contra varicela. Há dois anos os estados começaram a contabilizar o número de casos para decidir quais as estratégias de controle do vírus devem ser usadas. No Paraná os casos de varicela contabilizados pelas regionais de saúde aumentaram 32,5% entre 2005 e 2006. A doença atinge principalmente crianças e adolescentes (entre um e 14 anos de idade).

?Esta é uma doença de notificação obrigatória recente. O aumento do índice de pessoas com varicela entre os dois anos se deve à melhora na notificação e não ao aumento de pessoas doentes?, explicou a responsável pela Divisão de Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Saúde, Mirian Woinski. Segundo ela, deve levar alguns anos para que os dados sejam confiáveis para verificação se há aumento ou decréscimo de doentes.

Os dados que estão sendo recolhidos com as notificações da doença vão ajudar os órgãos de saúde a estabelecer medidas de controle. A principal seria a vacina de rotina, pois a prevenção é bastante complicada. Atualmente 36 doenças fazem parte do Programa Nacional de Imunização. A vacina contra varicela só é gratuita para casos especiais. ?Ela só é fornecida com receita médica para pacientes como recém-nascidos ou mulheres no final da gravidez que tiveram contato com o vírus?, explicou Mirian. Em laboratórios particulares a vacina custa em média R$ 100.

Idade

Segundo Mirian, o maior número de pessoas que contraem a doença são crianças e adolescentes, principalmente por causa da escola. Dados da Secretaria da Saúde dão conta que no ano passado, dos 18.134 casos registrados no Paraná, 15.095 pessoas tinham entre um e 14 anos. ?A varicela é uma epidemia em escolas?, alertou.

Entre adultos a doença é menos comum, porém os sintomas podem ser mais graves. Mirian lembrou que, nos casos extremos, a varicela pode causar infecção generalizada.